Publicada em 11/01/2017 às 15h48.
Bernardinho deixa seleção, e Renan Dal Zotto assume time rumo a Tóquio
Após meses de espera, vitorioso técnico não seguirá no comando da equipe masculina.

Renan Dal Zotto é anunciado por Radamés Lattari para o lugar de Bernardinho (Foto: Helena Rebello)

 

Bernardinho está fora da seleção brasileira. Depois de meses de espera, o treinador teve seu futuro anunciado nesta quarta-feira, em uma coletiva de imprensa na sede da Confederação Brasileira de Vôlei, à qual não esteve presente. Nas últimas semanas, o técnico teve uma série de reuniões com a direção da entidade e, na noite de terça-feira, definiu seu futuro. Bernardinho ocupou o cargo por quase 16 anos. Bicampeão olímpico, um dos maiores técnicos da história do vôlei mundial conquistou o histórico ouro nos Jogos do Rio, no ano passado. Agora, se despede antes do início do ciclo rumo aos Jogos de Tóquio, em 2020. Renan Dal Zotto, diretor de seleções até os Jogos do Rio, será o novo técnico da seleção.


- Infelizmente as certezas que a gente estava aguardando só passaram a acontecer de ontem à noite para hoje. O presidente Toroca convidou antes mesmo dos Jogos tanto Zé Roberto quanto Bernardinho para continuar. Zé confirmou que gostaria de continuar. Bernardinho pediu um tempo maior. Ele tinha uma enorme dificuldade de definir sua situação até que entre Natal e Ano novo começou a decidir. Até que ele anunciou que não continuaria - disse Radamés Lattari, diretor de seleções da CBV.


Bernardinho chegou à seleção em 2001, às vésperas da Liga Mundial daquele ano – da qual sairia campeão. Estreou no dia 4 de maio, contra a Noruega, em amistoso disputado em Portugal, como parte da preparação para o torneio. Nos últimos 15 anos, somou mais de 30 conquistas à frente da equipe. Foram dois ouros olímpicos (2004 e 2016), duas pratas (2008 e 2012) e três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), além de oito Ligas Mundiais. Antes, com a seleção feminina, conquistou dois bronzes olímpicos, nos Jogos de Atlanta, em 1996, e de Sydney, em 2000. Foram seis medalhas olímpicas em sequência.


Nos últimos anos, o técnico deixou claro que estava próximo de deixar o cargo. Também à frente do Rio de Janeiro, clube mais vitorioso do país, Bernardinho sentia falta do convívio com a família. O ouro nos Jogos do Rio, porém, deixou o treinador indeciso. Não se sentia pronto para se afastar do trabalho de uma vida. Nos últimos meses, tentou fazer com que a CBV aceitasse a ideia de assumir um cargo diferente, coordenando a seleção, com Rubinho, seu auxiliar, à frente da equipe. 


A ideia, porém, não agradou à CBV. Não queria abrir mão do técnico à beira da quadra. Depois de meses de conversa, a resposta definitiva sairá nesta quarta-feira.

 

 

Globo Esporte

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