Publicada em 19/04/2017 às 05h46.
Depoimento de Emilly, campeã do BBB17, 'teve emoção', conta delegada
Inquérito deve ser finalizado na próxima semana.

Emilly chega à delegacia para prestar depoimento (Foto: Bruno Albernaz/G1)

 

Ao entrar no "Big Brother Brasil", Emilly Araújo não imaginou que seria protagonista de uma história que foi parar na polícia do Rio. A corporação investiga se houve agressão sofrida por ela durante o reality show. Essa surpresa estava aparente durante seu depoimento, que aconteceu na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá (Deam-Jacarepaguá), na Zona Oeste do Rio, na segunda-feira (17).


Em entrevista ao G1, a delegada Viviane Costa Ferreira contou que Emilly se emocionou ao tratar do tema.

 

"Teve emoção, ela estava numa delegacia. Outras mulheres ficam da mesma forma. Ela foi pega de surpresa, além disso, envolve um assunto que trata de violência. A emoção é comum quando diz respeito a sentimentos, o que até dificulta que a vítima se identifique e perceba que está em um relacionamento abusivo", explica a delegada.

Emilly foi prestar esclarecimentos no inquérito que apura se o cirurgião Marcos Harter, também participante do programa, a agrediu durante o tempo em que ficaram juntos dentro da casa. De acordo com a delegada, falta analisar algumas imagens e depoimentos para finalizar o inquérito. A previsão é que aconteça na próxima semana.


"As mulheres deveriam aproveitar que o assunto está na mídia para verificarem se estão em uma relação saudável. Uma a cada três mulheres é vítima de violência doméstica. Fica o meu apelo para as mulheres pensarem se o parceiro tem algum tipo de comportamento agressivo e elas não estão enxergando", acrescenta.


A delegada ainda sugere que mulheres que estejam passando por situação semelhante compareçam à Deam.

 

"A violência doméstica, geralmente, ela é gradativa. Começa com um tratar mal, xingamentos, dedo no rosto. Depois aumenta para um empurrão, tapa no rosto, até que as agressões aumentam e acontece a lesão corporal", reforça.

As investigações vão avaliar se houve crime de lesão corporal no caso de Emilly. Outros tipos de violência, porém, também podem ser caracterizadas como crime.


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