Publicada em 18/05/2017 às 17h22.
JHC protocola pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer
Deputado considera que houve crime de responsabilidade ao dar aval a pagamento para silenciar Eduardo Cunha.

JHC protocola pedido de impeachment contra Temer

FOTO: ARQUIVO

 

Logo após a divulgação de que o presidente Michel Temer (PMDB) havia sido gravado pelo empresário Joesley Batista, dando o aval para comprar o silêncio de envolvidos na Lava Jato, o deputado federal João Henrique Caldas (PSB) protocolou um pedido de impeachment na Câmara Federal nessa quarta-feira (17) à noite.


No documento, o parlamentar afirma que o presidente da República tentou obstruir a Justiça, o que "viola o seu dever constitucional de proteger o Texto Fundamental". JHC cita a Constituição Federal para demonstrar que a conduta de Michel Temer se enquadra na descrição para o crime de responsabilidade.


"São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentam contra a Constituição Federal, especialmente, contra: o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos poderes constitucionais das unidades da Federação; a probidade na administração; o cumprimento das leis e das decisões judiciais", pondera o parlamentar alagoano no pedido de impeachment.


O jornal O Globo revelou nessa quarta-feira que o empresário Joesley Batista gravou uma conversa com o presidente no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, na qual ele informa a Temer que está repassando uma quantia de dinheiro para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o lobista Lúcio Funaro.


Tanto Cunha quanto Funaro estão presos. O ex-parlamentar pegou 15 anos e quatro meses de condenação, enquanto o lobista cumpre prisão preventiva em Brasília.


Nessa quarta-feira à noite, o presidente Michel Temer afirmou, por meio de nota divulgada por sua assessoria, que "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".


No entanto, a assessoria do presidente confirmou o encontro com o empresário Joesley Batista, apesar de ressaltar que "não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta" de Temer.

 

 

Gazeta Web

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