Publicada em 16/07/2017 às 11h46.
Como funciona o cérebro de um psicopata?
E então pessoal, o que acharam? Diz aí pra gente nos comentários.

O mais estranho nesse tipo de personalidade perturbadora, é que você nunca desconfia de um psicopata. Eles costumam ser discretos, mas mantem uma postura encantadora, o que os faz parecerem como pessoas completamente normais. Tentam conquistar a confiança de pessoas mais próximas, mas apenas manipulam, para que tudo sai conforme planejam… É realmente uma situação bastante complicada!

 

 

Mas, além disso, será que existe mais alguma coisa que diferencie um psicopata de uma pessoa comum? Bom, certamente um monte de coisas, mas estudos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade de Wisconsin (EUA), registraram imagens do cérebro de alguns presos, estas, que foram feitas em prol da pesquisa. Constatou-se então, que havia diferenças significativas entre os que eram diagnosticados como psicopatas, e os presos normais.


Os cientistas acreditam que exista uma disfunção nos cérebros de pessoas com essas condições, hipótese esta que pôde ser reforçada, já que o estudo apontou que aqueles que eram considerados psicopatas, possuíam conexões entre o córtex pré-frontal ventromedial (parte do cérebro responsável por sentimentos como a empatia e a culpa) e a amígdala (responsável pelo medo e ansiedade) bem reduzidas, o que pode ser a principal resposta para o comportamento agressivo e antissocial dessas pessoas.

 

 

Foram feitos dois tipos de imagem, sendo que a primeira trata-se de imagem de tensor de difusão, mostrando que a substância responsável pelo ligamento das duas áreas (córtex e amígdala) sofreu reduções na estrutura de suas fibras, enquanto a segunda imagem, registrada por meio de ressonância magnética funcional, mostrou que a atividade e interação entre essas áreas do cérebro eram bem fracas.


De acordo com o professor assistente de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Wisconsin, Michael Koenigs, este foi o primeiro estudo a ser realizado com o intuito de mostrar as diferenças funcionais entre os cérebros de pessoas comuns e psicopatas, e sem dúvidas, é um caminho que abre as portas para entendermos o que motiva essas pessoas a cometerem atos tão cruéis. Ao falar sobre a suposta disfunção existente, ele diz que essas duas partes do cérebro, responsáveis por controlar os sentimentos e a responsabilidade social, “não estão se comunicando como deveriam”. Essa é maior preocupação.

 

 

Os pesquisadores envolvidos no estudo estão otimistas quanto ao desenvolvimento e às suas novas descobertas. Acreditam que podem encontrar uma luz no fim do túnel, e conseguir criar estratégias para finalmente, desenvolver um tratamento eficaz para os psicopatas. Imaginem só se isso fosse realmente possível? Muitas atrocidades poderiam finalmente ser evitadas, caso existisse a chance de cura de forma igualitária, para todos que sofrem desse distúrbio.

 

 

FatosDesconhecidos

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