Publicada em 17/07/2017 às 09h01.
Pesquisa: brasileiros com disfunção erétil planejam dia e hora do sexo
Pesquisa analisa os hábitos sexuais dos homens que apresentam essa condição.

© DR

 

No universo dos homens com disfunção erétil (DE), os brasileiros são os que planejam a vida sexual com mais detalhes. Essa é uma das constatações de uma pesquisa global conduzida pela Pfizer em sete países para investigar os hábitos sexuais dessa população. Mais de sete em cada dez entrevistados no Brasil, por exemplo, tendem a concordar ou concordam fortemente com a ideia de programar dias específicos (73%) e horários determinados (72%) para suas relações sexuais. Já em Taiwan, esses comportamentos são adotados pela minoria – 45% e 38%, respectivamente.

Presidente eleito da International Society of Sexual Medicine (ISSM), o urologista Luiz Otávio Torres afirma que o planejamento da vida sexual pode ser entendido como uma tentativa de minimizar as dificuldades trazidas pela falta de tempo e pelas rotinas atribuladas. “Existe, muitas vezes, uma dificuldade para equilibrar as diferentes esferas da vida, como o casamento, a agenda dos filhos e os compromissos do trabalho. Por isso, o planejamento pode ser uma forma de garantir mais espaço para uma vida sexual saudável e prazerosa”, afirma.


Na média geral dos países entrevistados, mais de quatro em cada cinco usuários de medicamentos para DE (83%) planejam, sempre ou às vezes, um tempo específico para as relações sexuais. Além disso, entre esses homens que programam a atividade sexual, 71% o fazem com várias horas de antecedência. Essa porcentagem sobe para 79% no Brasil e cai para 39% no Japão, o que evidencia as diferenças culturais que permeiam a sexualidade nos diferentes países pesquisados.


Ao todo, considerando os sete países, foram ouvidos 1.458 entrevistados, entre 30 e 70 anos de idade. Todos eles utilizaram, ao longo dos três meses que antecederam a pesquisa, algum medicamento para disfunção erétil, distúrbio que afeta cerca de 30% da população economicamente ativa do mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, essa porcentagem corresponde a quase 15 milhões de homens.

Vida sexual ativa

A pesquisa aponta também que os homens com disfunção erétil têm uma vida sexual ativa, com uma média de 6 relações sexuais por mês. Essa frequência é ligeiramente superior no Brasil, onde chega a 6,5 relações em 30 dias, e bastante inferior no Japão, com 3 atos sexuais nesse mesmo intervalo de tempo. Outros países abaixo da média global são Taiwan e China – com 4 e 5 encontros sexuais mensais, respectivamente.


Se a frequência sexual é um elemento variável entre os países analisados, há uma percepção homogênea a respeito dos aspectos mais valorizados em um medicamento para DE. Quando perguntados sobre os atributos que mais levam em conta na hora de optar por um desses produtos, a capacidade de proporcionar uma ereção rígida é o aspecto mais lembrado: 94% dos homens afirmam que esse item é importante ou muito importante. Também no Brasil esse atributo é visto como a característica mais relevante.


Poucos efeitos colaterais e ação rápida, considerando que 96% do total de entrevistados esperam praticar sexo até quatro horas depois de ingerir o medicamento, são outras características bastante citadas pelos homens quando convidados a elencar os atributos principais desses medicamentos. “Esse dado mostra que a eficácia e a segurança dessas medicações vêm sendo cada vez mais valorizadas”, comenta Torres.

 

 

 

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