Publicada em 10/08/2017 às 07h55.
Solidão e isolamento seriam mais fatais que obesidade
A chamada “epidemia da solidão” já atinge cerca de 42 milhões de pessoas.
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Apesar da internet trazer a sensação de que estamos rodeados de amigos, uma pesquisa realizada pela Brigham Young University, em Utah, nos Estados Unidos, diz que o isolamento social é mais preocupante do que a obesidade. A chamada “epidemia da solidão” já atinge cerca de 42 milhões de pessoas. O estudo, apresentado na 125ª Convenção Anual da American Psychological Association, diz que esse tipo de isolamento é uma grande ameaça para a saúde pública. Foram usados dados de duas meta-análises, envolvendo 218 estudos e mais de 3,4 milhões de participantes da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. Como conclusão, foi atestado que a solidão está associada a um risco de morte precoce em 50%.


“Ser conectado aos outros socialmente é amplamente considerado uma necessidade humana fundamental – crucial para o bem-estar e a sobrevivência. Exemplos extremos mostram que os bebês em cuidados de custódia que não têm contato humano não conseguem prosperar e muitas vezes morrem e, de fato, isolamento social ou confinamento solitário tem sido usado como uma forma de punição”, explicou Julianne Holt-Lunstad, professora de psicologia da Universidade, ao IFL Science.


Os pesquisadores esperam que o estudo ajude a destacar a importância dessa silenciosa questão, fazendo as pessoas procurarem ajuda médica, como por exemplo, uma preparação para a aposentadoria. “Com o crescente envelhecimento da população, o efeito sobre a saúde pública só tende a aumentar. Na verdade, muitas nações do mundo agora sugerem que estamos enfrentando uma ‘epidemia de solidão’. O desafio que enfrentamos agora é o que pode ser feito sobre isso “, comentou Julianne.

 

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