Publicada em 13/11/2017 às 06h55.
A dura realidade que aguarda Santa e Náutico na Série C
Jogar a Terceira Divisão significa ficar sem cota televisiva, ter orçamento enxuto, além de longas viagens de ônibus.

Dificuldades financeiras e de logística aguardam Náutico e Santa Cruz na Terceira Divisão / Guga Matos/JC Imagem

Dificuldades financeiras e de logística aguardam Náutico e Santa Cruz na Terceira Divisão
Guga Matos/JC Imagem
Filipe Farias
esportes@jc.com.br

Se para os clubes que disputam a Série B, o acesso à Primeira Divisão é o céu, a queda para a Terceirona é o inferno. Infelizmente, a segunda opção vai ser a dura realidade de Náutico e Santa Cruz em 2018. Alvirrubros e tricolores foram matematicamente rebaixados no último sábado (11), após perderem para Londrina (2x1) e Boa Esporte (4x2), respectivamente, e vão jogar a Série C no ano que vem. O Timbu, que bateu na trave nas duas últimas temporadas, terminando a Segundona na 5ª colocação em 2015 e 2016, este ano despencou para a Terceira Divisão. Já o Santa, estava na elite em 2016 e amarga o segundo descenso consecutivo.


Jogar a Série C significa ficar sem cota televisiva, ter orçamento enxuto e ainda mais dificuldade para montar um elenco competitivo, além de longas viagens de ônibus, jogar em estádios modestos e enfrentar adversários regionalizados (ver quadro abaixo). A nova realidade do Timbu e da Cobra Coral assusta. Mas, diante dos pecados cometidos, a saída é aceitar a punição de jogar numa divisão inferior, e fazer tudo diferente para receber o perdão e a graça de subir no próximo ano.


EXPERIÊNCIAS

Um clube que conhece bem a Terceira Divisão é o Fortaleza. Foram longos e torturantes oito anos lutando até conquistar o acesso à Segundona. Para o presidente do tricolor cearense, Marcelo Paz, a maior dificuldade que os alvirrubros e tricolores terão será o de aceitar a nova condição do clube. “Às vezes demora um tempo para entender como a competição funciona. É um jogo mais pegado. Por isso, é preciso formar um elenco com o perfil da Série C. Deixar de lado jogadores de nomes e trazer atletas emergentes. Isso com um orçamento enxuto, pois não tem cota de televisionamento. Os recursos precisam vir da bilheteria dos jogos, sócios, patrocínios, vendas de camisas e outras ações do clube”, alertou Paz.


Gerente de futebol do Náutico por duas vezes (entre 2011 e 2015), Carlos Kila, atual executivo do Joinville ressalta sobre as longas jornadas para jogar fora de casa e as condições adversas que é preciso superar. “A dificuldade de logística é enorme. A CBF só disponibiliza passagens aéreas quando jogamos a mais de 700km de distância. Se for mais perto, a viagem é de ônibus. Além disso, só temos direito a duas diárias com alimentação. Passou disso, o clube que arca com a despesa. Já fomos para cidades que não tinham hotel em condições ideais para receber a delegação inteira, estádios com vestiários sem a menor condição, gramados péssimos”, comentou Kila.


Com relação à competitividade da Terceirona, o experiente Marcos Tamandaré, do Salgueiro, que será o terceiro pernambucano na competição em 2018, acredita que a dupla vai sofrer um pouco para se acostumar com a competição. “Já joguei a Série C uns quatro anos. É um campeonato muito difícil, os adversários têm muita pegada. Cada jogo é uma guerra”, falou o lateral-direito do Carcará.

 

 

Jc Online

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