Publicada em 12/02/2018 às 10h21.
Times do interior estão animados neste Campeonato Pernambucano
Central e Vitória disputam o posto de quarta força do Estado.

Mauro Fernandes foi campeão do Campeonato Pernambucano em 1998 / Alexandre Gondim/JC Imagem

Mauro Fernandes foi campeão do Campeonato Pernambucano em 1998
Alexandre Gondim/JC Imagem
Matheus Cunha
Twitter: @_mfcunha

O torcedor pernambucano está vendo de perto uma inversão de papéis na temporada 2018 do Estadual. Os maus resultados do Salgueiro estão fazendo o Carcará deixar - momentaneamente - o posto de quarta força de Pernambuco. Central e Vitória vêm no caminho inverso. Estão invictos no certame e dividem a segunda posição na tabela. Contudo, os clubes garantem que a luta não é apenas para ser o melhor do interior. A ideia é alcançar o título inédito do Campeonato Pernambucano.


A queda do Salgueiro é refletida nos números da equipe no Estadual. Foram três empates, uma derrota e apenas uma vitória na competição. Deixando o clube na sexta posição. Patativa e Tricolor das Tabocas estão invictos e com dez pontos. Os vitorienses levam vantagem no número de gols pró (11 contra sete) e por isso ficam na vice-liderança.


“Queremos ser a quarta força não, queremos ser a primeira ou a segunda. Vamos tentar ser campeões. Sabemos do potencial dos times da capital. O Central está querendo se configurar numa posição que já foi dele e, posteriormente, ser uma equipe que está lutando para ser uma das grandes forças de Pernambuco”, explicou o técnico Mauro Fernandes. O experiente treinador de 64 anos foi campeão pernambucano em 1998 com o Sport e vice em 95 com o Náutico.


EXEMPLO NO PASSADO

O Vitória já viveu tempos áureos localmente. Em 1991, quando ainda se chamava Desportiva Vitória, chegou a decidir o primeiro turno do Pernambucano contra o Sport. Acabou perdendo por 3x0. A equipe tinha nomes importantes no elenco, como Pinóquio, Mizinha, Fernando, Luís Carlos e Nen. E é nessa equipe que o técnico Fernando Lins se espelha para alçar voos mais altos. Contudo, ressaltando que o fato de não poder jogar próximo à torcida (Carneirão está interditado) é a principal diferença entre as duas épocas.


“Muitos comentários remetem a equipe do Vitória de hoje ao time da década de 90, que tinha uma qualidade muito boa. Vinha chegando junto com os times da capital. E a torcida merecia ver esse time mais próximo. Se a gente tivesse a torcida ao nosso favor, seria o nosso 12º jogador, sempre nos incentivando para alcançar um sucesso maior na competição”, analisou.


Thomas Anderson, camisa 8 do Vitória, é artilheiro da competição com seis gols. Ao lado de Geovane, é a principal peça do time. “Muitas equipes têm até um jogo bom, mas na hora de finalizar pecam um pouco. E nós temos esses jogadores com uma qualidade diferenciada lá na frente”, exaltou Fernando.


Questionado sobre se é uma surpresa essa atual campanha da Patativa, Mauro Fernandes afirma que não. Mas lembra que os resultados obtidos estão sendo acima do esperado. “Eu acho que seria errado da minha parte dizer que estava preparado para ter esses resultados, mas essa campanha boa eu sabia que a gente ia fazer. Sabemos que na hora de decidir é que a equipe deve mostrar o seu potencial”, enfatizou.

 

 

JC

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