Publicada em 12/01/2019 às 10h32.
Casos de microcefalia têm queda em PE
Em comparação com o período crítico da doença no Estado, em 2015, a redução de confirmações da malformação foi de 93%.

Há quatro anos, foram 1.151 casos notificados e 272 confirmados

Foto: Alfeu Tavares / Aquivo Folha

 

O número de bebês nascidos com a Síndrome Congênita do Zika (SCZ) no Estado diminuiu consideravelmente desde a explosão da epidemia do zika em 2015. Há quatro anos, foram 1.151 casos notificados e 272 confirmados. No ano passado, esse número caiu para 195 casos suspeitos e 16 confirmados. Na comparação com o período crítico, as quedas dos casos de microcefalia e outras alterações no sistema nervoso dos bebês foram de 83% nas notificações e de 94%, nas confirmações. Quando se analisa 2017 e 2018, houve queda de 0,5% no registro da suspeita de SCZ, mas uma diminuição de 27,2% nas crianças confirmadas com a síndrome. 


Os dados foram comemorados pelo governo estadual que reforçou, ainda, a necessidade de vigilância constante dos municípios no controle do Aedes aegypti, vetor do zika, dengue e chikungunya. “Comparando 2018 com 2015 e 2016 houve uma redução grande de confirmações. A gente queria que não houvesse novos casos, mas vemos que ainda temos mosquitos, que houve índice de circulação do zika, inclusive com aumento de notificações, e existem grávidas. Por isso a importância de não baixar a guarda”, comentou o diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES), George Dimech. 


Ele destacou que dos 16 casos atestados para a síndrome no ano passado, apenas duas apenas duas crianças nasceram em 2018, sendo o restante dos bebês confirmações de anos anteriores. Segundo a SES, as mães desses dois bebês não apresentaram exantema (manchas vermelhas na pele comuns na infecção clássica do zika). Dimech relembrou que hoje são mais de 20 critérios que possibilitam a inclusão de recém-nascidos como casos suspeitos microcefalia, não somente o tamanho da cabeça em relação a idade gestacional. “Existem alterações morfológicas e a da cabeça é uma delas. Há ainda da face, dos nervosos e outras que levam a suspeita da SCZ pelo desvio da média”, explicou. 


O diretor também destacou que o sistema de confirmações dos casos suspeitos ficou mais veloz nos últimos anos. “De 2017, quase todos os casos já foram classificados. De 2018, ainda tem uma parte em investigação, mas tem sido cada vez mais rápido. No total, temos menos de 7% dos casos ainda em investigação”, disse. 


De 2015 até 2018, 178 óbitos foram registrados de crianças com a SCZ. Em 2018, até o momento, foram notificados 23 óbitos. Desses, 19 foram crianças que nasceram no ano passado. Uma das mortes já descartada e as demais estão em apuração.

 

 

Folha PE

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