Publicada em 27/01/2023 às 11h05.
Integrante da Academia Pernambucana de Letras, Olimpio Bonald Neto morre aos 90 anos
Autor escreveu sobre bacamarteiros e o Homem da Meia Noite. Ele estava internado no Hospital Esperança, em Olinda.

Escritor e advogado, Olímpio Bonald Neto / Reprodução: JC Online UOL.


O escritor e advogado Olimpio Bonald Neto, que integrava a Academia Pernambucana de Letras (APL), morreu, na noite de quinta (26), em Olinda, no Grande Recife. Ele tinha 90 anos e estava internado havia dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Esperança, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).


O velório do escritor acontece nesta sexta-feira (27), das 10h às 11h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana.


Olimpio era casado com Zenaide Monteiro Pedrosa e deixou três filhos: Olímpio Junior, Katiane Pedrosa e Bruno Pedrosa.


Sua principal obra é o livro "Bacamarte, pólvora e povo", publicado em 1978. Ele conta a história do surgimento da tradição dos bacamarteiros, tradicional manifestação folclórica de Pernambuco.

 

Olimpio Bonald Neto publicou outros 13 livros na área de antropologia. Abordou manifestações culturais populares, como o Homem da Meia Noite, expoente do carnaval de Olinda, e os caboclos de lança, figuras no maracatu. Ele também deixou dez obras, com poesia e ensaios, além de coletâneas.


Desde 20 de maio de 1980, era o titular da cadeira número 1 da APL. Também foi integrante do Instituto Histórico de Olinda, da União Brasileira de Escritores e da Associação de Imprensa de Pernambuco (AIP).


Além de escritor, Olimpio foi advogado trabalhista. Como professor universitário, fundou o curso de turismo na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife.


Repercussão


Por meio de nota, a APL manifestou "profundo pesar pelo falecimento do acadêmico". Também apresentou "sinceras condolências aos seus familiares e amigos".


A academia lembrou que a morte ocorreu justamente no dia em que a entidade completou 122 anos de atuação.


“Olimpio deixa um legado relevante para a cultura pernambucana. Com a proximidade do carnaval, rememoramos a importância de seus escritos e a sua contribuição para a preservação das tradições de nosso Estado”, declarou o presidente da APL, Lourival Holanda.



FONTE: G1.


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