
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) / Foto: Agência Brasil.
O ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL) disse nesta segunda-feira, 25, que frequenta embaixadas de outros países
no Brasil para conversar com os embaixadores e que ainda mantém contato com
chefes de Estado para repassar a situação política no país.
O
jornal The New York Times publicou que ele passou dois dias na embaixada da
Hungria depois de ter o passaporte apreendido pela Polícia Federal no dia 8 de
fevereiro. Segundo o jornal, o ex-presidente ficou no local entre os dias 12 e
14 daquele mês.
"Temos
boas relações internacionais. Até hoje mantenho relação com alguns chefes de
Estado pelo mundo, algo bastante saudável. Muitas vezes esses chefes de Estado
ligam para mim para que eu possa prestar informações precisas sobre o que
acontece no Brasil", disse Bolsonaro em um breve discurso.
"Frequento
embaixadas também aqui por nosso Brasil, converso com os embaixadores. Não
tenho o passaporte, está detido. Senão estaria com Tarcísio, juntamente com o
Ronaldo Caiado, nessa viagem que ele fez a Israel, um país irmão e fantástico
sob todos os aspectos", continuou o presidente.
Bolsonaro
discursou no evento realizado pelo PL na zona norte de São Paulo para filiar
Sonaira Fernandes, secretária estadual de Políticas para a Mulher e vereadora
licenciada, e a vereadora Rute Costa. Elas estavam no Republicanos e no PSDB,
respectivamente. Ambas são cotadas para serem candidatas a vice na chapa do
prefeito Ricardo Nunes (MDB), que estava presente.
O
ex-presidente também reforçou o apelo para Tarcísio de Freitas (Republicanos)
ir para o PL. O governador declarou que o PL estava usando uma "rede de
arrasto" para "pescar" diversos quadros. Quando assumiu a
palavra, Bolsonaro disse que a "rede de arrasto" iria pegar também
governadores e prefeitos. Ao final, provocado pela plateia, disse:
"Assina, Tarcísio".
Defesa reitera fala de Bolsonaro em nota
A
defesa do ex-presidente disse que ele passou dois dias hospedados no prédio,
mas negou que a estadia se deu por busca de um asilo político. Segundo os
representantes do ex-presidente, a presença na embaixada se resumiu em
"manter contatos com autoridades do país" e atualizar os
representantes húngaros sobre o "cenário político das duas nações".
"Quaisquer outras interpretações que extrapolem as informações aqui repassadas se constituem em evidente obra ficcional, sem relação com a realidade dos fatos e são, na prática, mais um rol de fake news", concluiu a defesa de Bolsonaro.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.