
Presidente e vice-presidente da torcida uniformizada Jovem do Leão / Foto: Polícia C.
O
presidente e vice-presidente da torcida uniformizada Jovem do Leão foram presos
nesta quarta-feira (3), por suposto envolvimento no ataque ao ônibus do
Fortaleza após partida contra o Sport na Arena de Pernambuco. A informação foi
divulgada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, em entrevista
coletiva.
Os
mandados contra os dois dirigentes do grupo uniformizado foram cumpridos na
sede da torcida. A Polícia Civil de Pernambuco informou que haverá coletiva de imprensa nesta
quinta-feira (4) para apresentar todos os detalhes sobre as prisões.
"Acabaram
de ser presos o presidente e o vice-presidente da torcida Jovem do Leão por
envolvimento no ataque ao ônibus do Fortaleza que foi amplamente divulgado.
Tivemos uma primeira fase da operação com cumprimento de quatro mandados de
prisão, três num primeiro momento e uma num segundo. As provas coletadas foram
analisadas e houve nova representação pela prisão dos dirigentes", iniciou
Alessandro Carvalho.
O
secretário de Defesa Social de Pernambuco também ressaltou que as prisões
tiveram participação de diversas instituições. "Essas prisões foram avalizadas
pelo Ministério Público de Pernambuco e pela justiça que concedeu os mandados.
Estamos aprofundando para que todos os responsáveis sejam
responsabilizados", completou.
Prisões até o momento
A
Operação Hooligans, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco em março, já
prendeu outros quatro suspeitos de participação no ataque ao ônibus do
Fortaleza.
O
caso aconteceu no dia 22 de fevereiro após a partida entre o Sport contra o
Fortaleza na Arena de Pernambuco, pela Copa do Nordeste.
O
ataque, que aconteceu a sete quilômetros da Arena de Pernambuco, em São
Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR), onde as equipes
jogaram, deixou seis jogadores do time cearense feridos. Os criminosos atiraram
pedras e bombas contra o veículo.
A polícia afirmou que a organização criminosa alvo da operação é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio, provocação de tumulto e danos. A apuração começou logo após o atentado ao veículo do Fortaleza.
FONTE: G1 PE.