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O Tribunal de Justiça de
Pernambuco (TJPE) decidiu, nesta quarta-feira (2), pela manutenção da pena de
Sarí Mariana Costa Gaspar, à época Corte Real, pela morte de Miguel Otávio, em
junho de 2020.
A ré havia solicitado embargo
de alguns agravantes da condenação, que acarretaria na diminuição do tempo de
reclusão. Ao mesmo tempo, a assistência de acusação, representando Mirtes
Renata, mãe da vítima, pediu a derrubada do embargo da defesa e a ampliação da
prisão.
O voto do relator,
desembargador Eudes dos Prazeres França, foi acompanhado pelos seus pares em
sessão virtual da 3ª Câmara Criminal. A decisão acolheu em parte o pedido da
acusação e rejeitou totalmente o pedido da ré. A defesa alegava obscuridade na
condenação, afirmando haver vícios nos agravantes.
Mirtes Renata, mãe do menino
Miguel, que morreu aos 5 anos por negligência de Sarí, disse que recebeu a
decisão com uma sensação de “vitória”. “Eu recebo com bastante satisfação em
saber que os embargos [da defesa] foram rejeitados totalmente. Quer queira quer
não, é uma vitória que a gente tem, mas ainda tem muita coisa pela frente“,
afirmou.
Sarí foi condenada a sete anos de prisão, mas ainda há possibilidades de recurso, então ela segue em liberdade.
FONTE: CBN RECIFE.