Publicada em 09/07/2025 às 08h56.
Trump volta a defender Bolsonaro nas redes sociais: ‘Caça às bruxas’
Na Truth Social, Trump escreveu que Bolsonaro deve ser "deixado em paz" e voltou a usar a expressão "caça às bruxas"

Foto: Divulgação.         


 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro (PL), nas redes sociais, pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira (8). Na Truth Social, o republicano escreveu que Bolsonaro deve ser “deixado em paz” e voltou a usar a expressão “caça às bruxas”.

 

“Deixem o grande ex-presidente do Brasil em paz. Caça às bruxas”, disse em publicação. Na segunda (7), Trump já havia feito uma postagem defendendo o ex-presidente. O republicano disse que Bolsonaro é alvo de perseguição.

 

Trump disse que o Brasil está fazendo “algo terrível” no tratamento dado ao ex-presidente, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições para Lula (PT) em 2022. Sem mencionar diretamente as ações judiciais contra Bolsonaro, Trump disse que vai acompanhar de perto o que acontece no Brasil e que o ex-presidente “não é culpado de nada”.

 

“O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente. Vou acompanhar muito de perto essa CAÇA ÀS BRUXAS contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, escreveu.

 

Reações às falas de Trump

 

Em resposta após a primeira publicação, Lula afirmou que não aceita “interferência ou tutela de quem quer que seja”. Em nota assinada pelo presidente, o Palácio do Planalto respondeu ao post de Trump.

 

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, diz o comunicado.

 

Já Bolsonaro agradeceu ao aliado pela mensagem, que disse ter recebido com “alegria”. O ex-presidente disse que Trump, “ilustre presidente e amigo”, passou por “algo semelhante” nos Estados Unidos, tendo sido “implacavelmente perseguido”.

 

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu a fala de Trump e disse que o presidente americano “deveria cuidar dos seus próprios problemas” e que “está muito equivocado se pensa que pode interferir no processo judicial brasileiro. ”

 

Bolsonaro

 

Em dois julgamentos em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por 8 anos, por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação. A Justiça Eleitoral entendeu que a reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, teve uso eleitoral. No encontro, Bolsonaro fez afirmações sem provas sobre o sistema eleitoral brasileiro. O encontro, ocorrido em julho de 2022, foi transmitido pela TV oficial do governo.

 

Em março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade tornar réus o ex-presidente e mais sete aliados por tentativa de golpe em 2022. Os cinco ministros votaram para aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).



FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.





 

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