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O presidente
da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a sessão do
Plenário às 22h24 desta quarta-feira (6), em meio a um protesto de deputados da
oposição, que ocuparam a Mesa Diretora desde a terça-feira. Motta disse que
abriu a sessão para garantir o respeito à Mesa Diretora, “que é inegociável”, e
para que a Câmara possa se fortalecer. Não houve votações. “Até quando
ultrapassamos o nosso limite, tem limite. O que aconteceu não foi bom, não foi
condizente com nossa história, e só reforça que temos de voltar ao obedecimento
do nosso Regimento, da Constituição e do bom funcionamento desta Casa”, disse
Motta.
Segundo ele, projetos individuais, pessoais e
eleitorais não podem estar à frente do povo. “O compromisso que assumi com
todas as lideranças neste dia foi o de seguirmos dialogando sem nenhum
preconceito com qualquer pauta, sem inflexão”, disse. Motta afirmou que um
somatório de acontecimentos recentes trouxe sentimento de ebulição para dentro
da Câmara. “É comum? Não. Estamos vivendo tempos normais? Também não. E é
justamente nessa hora que não podemos negociar a nossa democracia, dialogar e
deixar a maioria se estabelecer”, declarou. Para Motta, a oposição tem todo o
direito de se manifestar, mas isso tem de ser feito obedecendo o Regimento e a
Constituição.
“Não vamos permitir que atos como os de ontem e de hoje possam ser maiores do que o Plenário e a vontade desta Casa”, afirmou.
Motta discursa no Plenário da Câmara dos Deputados
A sessão havia sido convocada para as 20h30,
depois de reunião do Colégio de Líderes. Deputados da oposição protestam contra
a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada na
segunda-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF). Eles pedem a votação do projeto de lei que anistia os envolvidos
nos atos do 8 de janeiro de 2023 (PL 2858/22) e outros acusados de golpe de
Estado, além da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o foro
privilegiado (PEC 333/17) para deputados, que deixariam de ser julgados pelo
STF.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.