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O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse nesta quarta-feira (24) que a PEC da Blindagem, proposta de
emenda à Constituição que estabelecia que os deputados e senadores só pudessem
ser processados criminalmente com prévia licença da Câmara ou do Senado, foi
uma “vergonha nacional” e teve o “destino que mereceu” ao ser arquivada.
A proposta foi arquivada
pelo Senado após ter sido rejeitada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Casa.
“Era previsível que isso
acontecesse. O que eu acho que é um equívoco histórico foi colocar aquela PEC
em votação. Desnecessária, provocativa e passou um sinal péssimo para a
sociedade brasileira”, disse Lula, durante entrevista coletiva em Nova York,
nos Estados Unidos, onde participou da Assembleia Geral da Organização das
Nações Unidas (ONU).
Além de alterar as regras de
investigação e prisão de parlamentares, a PEC também ampliava o foro privilegiado
para presidentes de partidos. A proposta causou insatisfação popular e foi alvo
de manifestações, no último domingo (21), em todas as capitais e em dezenas de
cidades brasileiras, que pediram o fim do projeto, bem como de outro, que prevê
anistia para quem participou dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
“O único jeito das pessoas
serem protegidas é as pessoas não fazerem coisas erradas. Você não pode querer
uma proteção que a sociedade não tem, porque você quer essa proteção? Você tá
com medo do quê?”, disse Lula.
“Eu acho que o que aconteceu
com essa PEC foi o destino que ela merece: desaparecer porque foi uma vergonha
nacional”, concluiu.
O texto já havia sido
aprovado na Câmara dos Deputados e foi enviado para a CCJ do Senado.
Nesta quarta-feira, o
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), arquivou a PEC da Blindagem,
após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter rejeitado, por unanimidade,
o texto.
Como a comissão considerou o
texto inconstitucional, Alcolumbre afirmou que a proposta não deve ser votada
pelo plenário e determinou o arquivamento definitivo.
“Esta presidência, com amparo regimental claríssimo, determina o seu arquivamento sem deliberação de Plenário”, disse Alcolumbre, conforme a Agência Senado.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.