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O presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta segunda-feira (29)
que a Corte não deixará julgar leis e emendas que afrontam a Constituição.
A declaração foi feita
durante discurso de posse e ocorre no momento em que apoiadores do
ex-presidente Jair Bolsonaro tentam aprovar no Congresso uma norma para
anistiar os condenados pela trama golpista.
Constituição
“Não hesitaremos em fazer a
travessia das verdades dos fatos às verdades da razão. Em momento algum,
titubearemos no controle de constitucionalidade de lei ou emenda que afronte a
Constituição, os direitos fundamentais e a ordem democrática”, afirmou.
Diálogo e defesa dos
direitos humanos
No discurso de posse, o novo
presidente também disse que sua gestão será marcada pelo diálogo com os demais
poderes e a defesa dos direitos humanos.
Indicado pela então
presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de
2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná,
onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
No STF, foi relator das
investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para
demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das
Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a
letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de
Janeiro.
O ministro ficará no comando do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até 2027, em substituição a Luís Roberto Barroso. O ministro Alexandre de Moraes também tomou posse como vice-presidente da Corte.
FONTE: FOLHA PE.