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A Polícia Federal intensificou suas ações de combate aos crimes cibernéticos que violam os direitos e a dignidade sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa faz parte da Operação Nacional Proteção Integral III, que tem como objetivo identificar, prender e responsabilizar indivíduos que atuam na internet armazenando, compartilhando, produzindo ou comercializando material relacionado ao abuso sexual infantil.
Durante a operação, foram cumpridos 184 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão preventiva e houve o resgate de três vítimas, em uma ação simultânea realizada em todos os estados do país. A ofensiva é coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infanto-juvenil e tem como foco principal localizar abusadores e desarticular redes criminosas atuantes no ambiente digital.
No momento das diligências, mais de 55 pessoas foram presas em flagrante, por estarem na posse de conteúdo relacionado a abuso sexual de crianças e adolescentes. Ao todo, participaram da operação 617 policiais federais e 277 policiais civis de diversos estados, incluindo Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
A operação também visa fortalecer a integração entre as forças policiais federais e estaduais no enfrentamento desse tipo de crime, reforçando o compromisso coletivo na proteção de crianças e adolescentes. Apenas em 2025, entre os meses de janeiro e setembro, a Polícia Federal já cumpriu mais de 1.631 mandados de prisão de foragidos condenados por crimes sexuais, demonstrando o esforço contínuo de todas as áreas da instituição no combate a esses delitos.
No estado de Pernambuco, foram executados quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Paulista, Barreiros, Caruaru e Belo Jardim. Durante as ações, foram apreendidos celulares e um notebook, que agora serão submetidos à perícia técnica para identificar possíveis arquivos contendo imagens ou vídeos de abuso sexual infantil. Embora nenhuma prisão em flagrante tenha ocorrido nessas localidades, os envolvidos podem responder criminalmente, com penas que, somadas, podem chegar a até 10 anos de prisão.
FONTE: CBN RECIFE.