Publicada em 16/10/2025 às 10h13.
PM suspeito de estuprar mulher dentro de posto policial no Grande Recife é preso preventivamente
Militar se apresentou voluntariamente à Delegacia de Polícia Judiciária da corporação, no Quartel do Derby, na companhia de um advogado

Foto: Divulgação.           


 O policial militar suspeito de estuprar uma mulher de 48 anos em um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, foi preso preventivamente na noite dessa quarta-feira (15). A ordem de prisão contra o agente de segurança foi solicitada pela Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que conduz as investigações, e emitida pela Justiça Militar. O agente se apresentou à delegacia de forma voluntária, acompanhado de seu advogado, na sede da DPJM, no Quartel do Derby, na área central do Recife.

 

Após cumprir as formalidades legais, o suspeito será levado ao Centro de Reeducação da Polícia Militar (CREED), em Abreu e Lima, onde aguardará a decisão da Justiça. As investigações prosseguem até a finalização do inquérito.

 

De acordo com a denunciante, que teve a identidade preservada, o crime aconteceu nas dependências do Posto Rodoviário 06 – Suape, após ela ter sido parada em uma blitz por supostas pendências no veículo que dirigia, na noite da última sexta-feira (10). A mulher teria sido levada para um quarto de descanso dos agentes, sob o pretexto de formalizar a apreensão do carro. Dentro do cômodo, foi intimidada, agredida e violentada sexualmente. A ação durou cerca de 20 minutos.

 

A vítima foi ouvida na Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, onde registou a ocorrência; na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social e no Quartel do Derby, onde precisou realizar o reconhecimento do suspeito através de fotografias.

 

Secretário comentou o caso


O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, repudiou o crime. “A nossa prestigiosa Polícia Militar é formada por milhares de homens e mulheres que, diariamente, se dedicam com coragem à proteção da sociedade. Infelizmente, um servidor que não honrou a farda cometeu um crime bárbaro e deve ser punido exemplarmente. É absolutamente inadmissível que uma violência dessa natureza seja praticada por um agente do Estado, dentro de uma repartição pública”, declarou o chefe da pasta de segurança pública.

 

O comandante-geral da Polícia Militar (PMPE), coronel Ivanildo Torres, destacou que a seriedade do caso exige cautela e tempo de apuração, para evitar vícios na investigação.

 

“Nesses momentos a gente precisa de agilidade, mas também de muita cautela, porque a pressa pode se tornar precipitação. Nosso rito está correndo pela DJPM-Mulher, que é uma delegacia dentro do Quartel do Derby, onde a vítima foi recebida e foram feitas as oitivas necessárias”, disse.

 

Representante da corporação, ele também deu ênfase à fase de materialização do caso, ou seja, da coleta de provas, que se somem à “importância da denúncia da vítima”. “Esse trâmite requer tempo para fazermos a coisa bem feita, para que, lá na frente, a gente não tenha a defesa derrubando o processo ou absolvendo quem deve ser julgado e condenado”, continuou.

 

Ivanildo Torres informou, ainda, que os policiais envolvidos – o acusado de estupro e as possíveis testemunhas – são agentes antigos da corporação. O coronel ressaltou que a situação é “pontual”, mas entende que o caso “macula” a instituição. Torres também revelou que o posto policial que teria sido cenário do crime não possui sistema interno ou externo de vigilância.

 

“Em alguns quarteis temos o circuito fechado de TV, mas, especificamente nesse posto, não temos”, informou. Perguntado se a corporação cogita reavaliar a instalação de um sistema de vigilância, o comandante disse: “Podemos reavaliar”.



FONTE: CBN RECIFE.




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