Publicada em 10/11/2025 às 10h15.
Irmãos são suspeitos de furtar 300 bois e causar prejuízo de R$ 1 milhão em Agrestina; Polícia Civil investiga caso
Um dos suspeitos foi preso na última quinta-feira (6). Crime foi descoberto porque proprietários da fazenda desconfiaram dos baixos lucros mensais.

Foto: Divulgação.  


 A Polícia Civil prendeu um dos homens suspeitos de furtar 300 bois da raça Nelore em uma fazenda de Agrestina, no Agreste de Pernambuco. O nome dele não foi divulgado. O crime foi praticado por dois irmãos que trabalhavam no local e causou um prejuízo que ultrapassa R$ 1 milhão.


Segundo a polícia, o suspeito preso foi capturado no bairro da Cohab, em Agrestina, na última quinta-feira (6). O homem tinha um mandado de prisão em aberto. Por meio de nota, a corporação informou que após a realização dos procedimentos cabíveis, ele ficou à disposição da justiça.


Até a última atualização desta reportagem, o segundo irmão não foi preso.


O crime


Segundo a polícia, os proprietários da fazenda moram no Recife e não conseguiam visitar o local com frequência. Os suspeitos aproveitaram o afastamento dos donos para comercializar os animais de forma ilegal.


Os homens contrataram caminhões boiadeiros para transportar o gado e revendiam os bois em feiras da região, apresentando-se aos motoristas como gerentes da propriedade, segundo a polícia. Os caminhoneiros contratados não sabiam que se tratava de um crime.


Além dos bois, os suspeitos também vendiam o leite produzido na fazenda sem repassar os valores aos donos.


A falta do dinheiro das vendas mensais foi o que despertou a desconfiança dos proprietários, que decidiram ir até o local e contrataram vaqueiros para fazer uma contagem do rebanho. Ao final, encontraram menos de 50 animais no pasto.

 

A Polícia Civil informou que muitos dos bois furtados eram marcados com as iniciais do proprietário, o que pode facilitar a identificação dos animais. Parte do rebanho ainda pode ser recuperada, mas as negociações de venda, segundo a corporação, foram feitas em dinheiro vivo, o que dificulta o rastreamento dos valores e o ressarcimento dos prejuízos.


Raça Nelore



Foto: Divulgação.   


 A raça é originária da Índia e foi trazido para o Brasil no final do século XIX e até 2024 representa cerca de 80% do rebanho nacional de corte. O gado Nelore tem forte presença nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país, especialmente em Estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Tocantins.


Segundo a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o animal tem estado geral sadio e vigoroso. A ossatura é leve, robusta e forte, com musculatura compacta e bem distribuída. A masculinidade e a feminilidade são acentuadas, com temperamento ativo e dócil.


O chanfro do animal é reto, largo e proporcional nos machos. Nas fêmeas, é estreito e delicado. O focinho preto e largo, com as narinas dilatadas e bem afastadas, é outra característica da raça. A boca tem abertura média e lábios firmes.


Por que a raça é a predominante no Brasil?


- Pelagem: a cor clara reflete os raios solares e alivia o calor tropical dos pastos brasileiros;


- Adaptabilidade: o Nelore é reconhecido por sua resistência e capacidade de adaptação, especialmente em pastagens pouco nutritivas;


- Produtividade: a raça tem um índice positivo de natalidade, favorecida por suas características fisiológicas;


- Produto de qualidade: sua popularidade no país está relacionada com a qualidade de sua carne. O produto do Nelore tem como principais características o alto sabor e o baixo teor de gordura de marmoreio;


- Resistência: sua fisionomia também amplia as capacidades do Nelore de contrair doenças e parasitas;



FONTE: G1 CARUARU.







      




        

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