
Foto: Divulgação.
O Instituto de Previdência
Social do Município do Paulista (PreviPaulista), no Grande Recife, tem R$ 3
milhões sob risco após investir no Banco Master. Na terça-feira (18), o Banco
Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do banco, que foi alvo de
operação da Polícia Federal (PF), após identificar indícios de emissão
fraudulenta de títulos.
A informação foi divulgada
inicialmente pelo Estadão. Segundo dados do Ministério da Previdência,
divulgados pelo jornal, 18 fundos de pensão de servidores públicos fizeram
investimentos que somam quase R$ 1,8 bilhão no Banco Master.
Em nota, a Prefeitura de
Paulista informou que a aplicação financeira foi realizada na gestão anterior e
que contrataram um escritório de advocacia especializado para “buscar a
recuperação dos valores” e “responsabilizar os envolvidos".
“As auditorias iniciais
apontam que o investimento foi realizado à revelia da governança interna,
contrariando parecer da consultoria de investimentos contratada à época e sem a
devida aprovação do Comitê de Investimentos”, diz o comunicado.
Além disso, a prefeitura
afirma que “a saúde financeira do PreviPaulista permanece sólida”. “Mesmo no
cenário mais adverso em relação a este ativo específico, a carteira de
investimentos do Instituto (excluindo a aplicação no Banco Master) supera a
marca de R$ 135 mihões”, diz a nota.
O dono do Banco Master, Daniel
Vorcaro, foi preso em operação da PF, deflagrada na segunda-feira (17), que
apura suposta fraude em papéis vendidos ao Banco de Brasília (BRB), Ele foi
abordado por agentes federais no momento em que passava no raio-x do Aeroporto
de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Segundo a PF, há suspeita de
que o Master tenha inflado patrimônio para cobrir um rombo de R$ 12 milhões. Na
manhã desta quarta-feira (20), Vorcaro o habeas corpus negado em caráter
liminar pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
De acordo com ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Master acontece "em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez”.
Ainda segundo Galípolo, a medida também é motivada por “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.