
Foto: Divulgação.
O ex-presidente Jair
Bolsonaro foi preso preventivamente, neste sábado (22), por determinação do
Supremo Tribunal Federal. Ele se encontra na superintendência da Polícia
Federal. A prisão do ex-presidente foi motivada por “garantia da ordem
pública”. O filho mais velho de Bolsonaro, Flavio, havia marcado uma vigília na
frente do condomínio do capitão da reserva para a noite deste sábado.
Bolsonaro foi levado para a
Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço
reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras
públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer
também ficaram detidos em salas da PF
A decisão ainda não marca o
início do cumprimento da pena de reclusão. A defesa de Bolsonaro afirma que não
tinha decisão do STF que determinou a prisão do ex-presidente.
Em nota, a Polícia Federal
informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo STF.
Em 11 de setembro, por 4
votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram o
ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados pelos crimes de organização
criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de
Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e
deterioração de patrimônio tombado.
A maioria dos réus foi
condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Apesar da definição do
tempo de condenação, Bolsonaro e os demais não vão ser presos imediatamente.
Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente
se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.
Na última sexta-feira (21),
a defesa do ex-presidente havia pedido a Moraes, que o capitão cumpra a sua
pena de 27 anos e três meses em casa. Os advogados argumentam que ele não teria
condições físicas de ser encaminhado a um presídio comum, e que isso
apresentaria risco a sua vida. “A situação de saúde do Peticionário já se
encontra profundamente debilitada”, diz o texto. Também, no mesmo requerimento,
a defesa avisa que pretende recorrer utilizando embargos infringentes ao STF
sobre a condenação do ex-presidente.
Condenados
Além de Bolsonaro, também
tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na
chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do
Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança
Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre
Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e retirou a tornozeleira eletrônica.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.