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O Carnaval é um período de muita folia e feriadão para muita gente, mas exige atenção redobrada dos serviços de saúde.
Durante a festa de Momo, observa-se um aumento na demanda por atendimentos de urgência pediátrica. Esse crescimento está especialmente relacionado a traumas abdominais, perfurações internas e ingestão de corpos estranhos.
Essas situações podem evoluir rapidamente para quadros graves, exigindo, em muitos casos, intervenção cirúrgica.
Nesta sexta-feira (6), Jota Batista, âncora da Rádio Folha 96,7 FM, conversou, no Canal Saúde, com a cirurgiã pediátrica, Luziane Sabino. Ela falou sobre os acidentes com crianças.
Acompanhe a entrevista através do player abaixo:
A Dra. Luziane Sabino
iniciou a conversa destacando que, embora as crianças também queiram
brincar, a exposição a grandes aglomerações exige vigilância redobrada.
“Principalmente a supervisão das crianças durante esse carnaval. Criança também quer brincar mas aí no momento que você leva a criança para um ambiente que tem multidões ou que está sem supervisão, o risco aumenta muito dos acidentes.”
A especialista enfatizou que
os pais não devem impor o ritmo de um adulto as crianças.
“A
criança ela tem outro ritmo, ela vai cansar mais rápido, ela não vai percorrer
as distâncias que o adulto percorre. Então tudo isso pode gerar problemas. Tem
que ter uma tensão redobrada na hidratação, proteção, protetor solar... passar
assiduamente na criança.”
Sobre a alimentação durante
a folia, a médica recomendou evitar produtos que necessitam de refrigeração
“Evitar
alimentos que precisem de refrigeração, como iogurtes, por exemplo, que você
tem um período muito pequeno e curto para ele estar fora de casa, então porque
também estraga e normalmente leva lá o biscoitinho, a bolachinha, um suquinho.
Ficar de olho também nos alimentos que está levando para não serem perecíveis.”
Por fim, a Dra. Luziane alertou para o perigo de fantasias com peças pequenas, especialmente para crianças menores de dois anos que estão na fase oral.
“Encher uma criança pequenininha abaixo de 2 anos, com uma fantasia, com muita lantejola, com esses objetos pequenos, o ideal é evitar. Frequentemente ele ainda está numa fase oral de tudo que pega colocar na boca e o que ela vai pegar, ela pode engolir.”
FONTE: FOLHA PE.