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De acordo com o tenente coronel Ladstone Silva, comandante do 25º batalhão, Felipe Inácio Martins da Silva, de 19 anos, detido no último domingo (12), no bairro do Curado, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, pelo assassinato e esquartejamento da namorada Maisa Emily Juliana da Silva, 18 anos, foi denunciado pela própria mãe. O motivo teria sido o medo de que ele tirasse a própria vida.
Segundo o comandante, a mulher, de 46 anos, procurou o efetivo do 25º batalhão na tarde do domingo (12).
“A
mãe nos procurou na sede da companhia, no Curado, afirmando que o filho tinha
matado a namorada. Ela estava muito abalada e informou que nos porque estava
com medo de que ele tirasse a própria vida. Então, ela nos forneceu o
endereço, fomos até o local e lá não houve nenhuma reação. Ele se entregou”,
afirmou o tenente coronel.
Denúncia
Durante a abordagem, Felipe se ofereceu para guiar
os policiais até os locais onde havia descartado as partes do corpo de Maísa,
com quem se relacionava há cerca de um ano e meio.
“Ele nos acompanhou e se prontificou, de forma bastante fria, a conduzir os policiais até os locais onde ele tinha descartado o corpo. Também mostrou o machado que ele usou para separar as partes”, completou o comandante do 25º BPM.
O delegado Júlio César, adjunto da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª Deccor), vinculada ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), que estava de plantão pela 3ª força tarefa do DHPP, realizou a prisão em flagrante do autuado e também ouviu a mãe.
O rapaz teria confessado o crime para a genitora após questionamentos sobre o “sumiço” da namorada.
“Inclusive,
ele já estava planejando o homicídio da pessoa que teria tido o suposto caso
com ela. Disse que já tinha um facão afiado pra cometer esse novo homicídio”,
contou Júlio.
Segundo a mulher, o relacionamento do filho com Maísa Emily era conturbado e com histórico de agressões verbais. No entanto, de acordo com a polícia civil, não há registros informais ou formais de agressão física nem histórico criminal do casal. Em depoimento, porém, o rapaz afirmou que ambos faziam uso de drogas.
Feminicídio
Na quarta-feira (8), Felipe teria tido uma discussão com Maísa sobre uma suspeita de traição. Segundo o delegado, Felipe afirmou que a vítima supostamente teria confessado a confirmação dessa suspeita após ser coagida pelo rapaz, que teria prometido perdoá-la caso fosse verdade.
“Nesse momento, ele agride a vítima com asfixia mecânica e esganadora. Assim que ela desmaia, ele pega uma faca e lhe desfere uma série de facadas (cerca de 3 ou 4) na região do abdômen. Com ela já morta, ele resolve dormir. Cobre a ex-companheira com um lençol e dorme no sofá. O corpo dela fica deitado chão, ao lado do sofá”, explicou o delegado.
O esquartejamento e a ocultação do corpo de Maísa aconteceram no dia seguinte, na manhã da quinta-feira (9).
“Ele
pega o machado, corta primeiro a cabeça e as pernas, na região do quadril.
Essas duas partes ele coloca dentro de uma mala e segue para uma região de mata
próxima à residência dele, onde dispensa a cabeça e as pernas. Ele retorna à
residência, envolve o tronco e os braços num lençol, coloca em um carrinho de
mão e transporta para outra região de mata próxima”, detalhou Júlio César. Essa
parte do crime, conforme o delegado, teria sido executada entre as 8h e 9h da
manhã.
Felipe Inácio Martins da Silva deve passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (10). O crime segue em investigação. A confirmação dos tipos de violência cometidas contra o corpo de Maisa Emily Juliana da Silva, inclusive a confirmação de boatos sobre necrofilia, só será possível após a finalização do laudo da perícia.
FONTE: FOLHA PE.