
Foto: Divulgação.
Uma suposta receita médica com a prescrição de três horas de relações sexuais viralizou nas redes sociais nos últimos dias. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, Agreste de Pernambuco, o documento não tem validade técnica, e foi, na verdade, feito por duas estagiárias do curso técnico em enfermagem em uma "brincadeira".
A imagem, que circulou em diversos perfis online, mostra uma receita emitida na unidade básica de saúde (UBS) do município de Alagoinha com conteúdo sexual escrito simulando a prescrição de tratamento para um paciente. Na parte inferior direita, há ainda o carimbo de uma técnica de enfermagem.
A secretaria se manifestou publicamente sobre o caso pela primeira vez em 6 de maio, quando informou que o documento não foi produzido pela profissional identificada no carimbo.
Em nova nota, publicada nas redes sociais na quinta-feira (21), após investigação interna, foi descoberto que, na fabricação da receita, houve uso indevido da identificação funcional por terceiros. Como não há assinatura da técnica, inclusive, a receita não tem validade.
"A apuração conclui que o documento foi confeccionado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem que realizavam estágio curricular na Unidade Mista Maria Eliziária Paes, sem o conhecimento ou autorização da técnica de enfermagem cujo carimbo constava no documento e de sua preceptora", explicou a secretaria.
De acordo com a secretaria, ao serem questionadas, as estagiárias afirmaram que tudo foi uma "brincadeira" entre elas. Foi uma delas, inclusive, que divulgou o conteúdo nas redes sociais, que, a partir daí, viralizou.
"Diante da confirmação dos fatos, as estagiárias foram imediatamente desligadas do campo de estágio", completou a secretaria.
Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a investigação não encontrou indícios de participação da técnica de enfermagem na fabricação da receita. Com isso, ela foi reintegrada às suas funções.
"A Secretaria Municipal de Saúde reafirma que adota rigorosos padrões éticos e técnicos na emissão de documentos oficiais e que todas as medidas administrativas cabíveis foram adotadas para a completa apuração dos fatos e responsabilização das envolvidas", afirmou a pasta.
FONTE: FOLHA PE.