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Técnicos que construíram suas reputações no futebol de clubes agora estão no comando de grandes seleções nacionais, atraídos pela perspectiva de glória na Copa do Mundo de 2026 na América do Norte.
Estes são cinco dos exemplos mais representativos dessa tendência de liderar uma seleção nacional no torneio mais prestigioso do seu esporte.
CARLO ANCELOTTI (BRASIL)
O Brasil decidiu confiar a um dos maiores técnicos da história a missão de tentar encerrar um jejum de 24 anos sem levantar o troféu mais cobiçado e finalmente adicionar a sexta estrela à sua camisa verde e amarela.
O escolhido foi Carlo Ancelotti, o técnico mais vitorioso da história da Liga dos Campeões da Uefa, com cinco títulos, que chegou ao país sul-americano em 2025.
A vasta experiência do italiano é garantia de sucesso, ainda mais reforçada pela sua familiaridade com alguns jogadores da Seleção, incluindo o atacante Vinícius Jr., que ele treinou no Real Madrid.
No passado, "Carletto" (66 anos) já demonstrou sua capacidade de gerenciar vestiários complexos e de trazer calma e compostura a jogadores conhecidos por suas emoções intensas.
THOMAS TUCHEL (INGLATERRA)
Em sua trajetória, Thomas Tuchel (52 anos) pode se orgulhar de ter treinado gigantes do futebol europeu como Bayern de Munique, Chelsea e Paris Saint-Germain.
Seu prestígio no futebol de clubes o levou a ser convocado pela Federação Inglesa de Futebol para a seleção nacional, que aguarda desde 1966 a reconquista do título mundial.
A chegada de Tuchel ocorreu em 2024, após o fim da passagem de Gareth Southgate pelo comando da seleção. Southgate havia levado a Inglaterra a dois vice-campeonatos da Eurocopa e a um desempenho respeitável em Copas do Mundo, chegando às semifinais na Rússia em 2018 e às quartas de final no Catar em 2022.
Southgate foi criticado, no entanto, pela falta de ousadia tática e pela má gestão de algumas partidas importantes, o que acabou abrindo caminho para Tuchel, que não tinha experiência como técnico de seleção, mas havia levado o Chelsea, um clube inglês, ao título da Eurocopa (2021).
MAURICIO POCHETTINO (ESTADOS UNIDOS)
O argentino Mauricio Pochettino (54 anos) será um dos técnicos mais observados na Copa do Mundo de 2026, já que comandará os Estados Unidos, país-sede principal do evento.
Os últimos dois anos também foram uma montanha-russa para Pochettino, com resultados geralmente decepcionantes.
Os Estados Unidos não conseguiram conquistar a Copa Ouro nem a Liga das Nações da Concacaf sob o comando do técnico nascido em Rosário, agravando a situação com derrotas para Panamá, México e Canadá, entre outros.
Por outro lado, a seleção dos EUA obteve vitórias convincentes nos últimos anos com seu novo treinador, como a goleada de 5 a 1 sobre o Uruguai em um amistoso em novembro passado.
Mas esse impulso de confiança evaporou rapidamente quando os Estados Unidos perderam para Portugal e Bélgica na última Data Fifa, em março.
MARCELO BIELSA (URUGUAI)
Admirado por inúmeros técnicos de ponta, como Pep Guardiola, o argentino Marcelo Bielsa, de 70 anos, está no comando do Uruguai desde 2023.
As vitórias contra Brasil e Argentina nas Eliminatórias da CONMEBOL demonstram que a Celeste é capaz de tudo nesta Copa do Mundo, mas o projeto também revelou algumas fragilidades.
O icônico Luis Suárez, que jogava pelo Inter Miami e já não integrava a seleção uruguaia, chegou a criticar os métodos de Bielsa, mencionando inclusive conflitos internos no elenco, o que causou um frenesi na mídia.
Resultados recentes, como a derrota por 5 a 1 para os Estados Unidos, que deixou o próprio Bielsa "envergonhado", pouco contribuíram para acalmar os ânimos.
"El Loco" agora almeja superar suas atuações em Copas do Mundo anteriores: foi eliminado na fase de grupos em 2002, quando comandava a Argentina, seu país natal, e nas oitavas de final em 2010, quando treinava o Chile.
JULIAN NAGELSMANN (ALEMANHA)
Após a eliminação nas quartas de final da Eurocopa de dois anos atrás, Julian Nagelsmann está confiante de que pode liderar a recuperação da Alemanha na Copa do Mundo.
Com apenas 38 anos, Nagelsmann comandou o Bayern de Munique de 2021 a 2023, antes de assumir o comando da seleção alemã naquele mesmo ano. Sua juventude foi considerada, na época, um símbolo da mudança geracional que a equipe precisava após ser eliminada na fase de grupos de duas Copas do Mundo consecutivas (2018 e 2022).
O futuro está longe de ser promissor, com a Alemanha mergulhada em uma crise de identidade que a distância do status de favorita que a história sugere.
FONTE: FOLHA PE.