Publicada em 16/06/2026 às 10h37.
Diante de Trump, Lula deve criticar protecionismo dos EUA na reunião do G7, na França
Convidado pela França, brasileiro deve marcar posição contra taxação de produtos brasileiros na maior economia do mundo, mas conversa direta com o americano ainda é incerto.

Foto: Divulgação.     


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve discursar nesta terça-feira, no segundo dia de compromissos na cúpula do G7, o grupo que reúne as economias mais avançadas do mundo e a União Europeia, em Évian-les-Bains, na França.


O presidente deve usar o evento para reforçar as críticas à possibilidade de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo governo de Donald Trump no início do mês.


A participação de Lula no evento deve ser guiada pela reafirmação do compromisso do Brasil com o multilateralismo e a defesa de um desenvolvimento sustentável mais justo, posicionando o país como a "voz do Sul Global" diante das maiores economias do mundo, segundo aliados. Lula quer se posicionar como um crítico do protecionismo adotado por Trump nos EUA, que não atinge apenas o Brasil.


Embora Trump também participe da cúpula, não há uma reunião bilateral prevista entre os dois. Isso, porém, não impede que os dois líderes tenham uma conversa informal à margem do encontro, como ocorreu na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado, o que abriu as portas para uma relação mais direta entre eles.


Convidado pela França


Lula anunciou sua ida ao G7 um dia após a divulgação das conclusões de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que sugeriu a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.


Embora o Brasil não integre o grupo das maiores economias do mundo, foi convidado pelos anfitriões franceses a participar da cúpula e vinha deixando em aberto a possibilidade de participar do evento.


Além da participação no G7, o presidente brasileiro terá um encontro bilateral com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. A reunião antecede o debate principal da cúpula e faz parte da estratégia de Lula de fortalecer laços com outras potências do grupo para isolar as medidas tarifárias americanas e buscar mercados alternativos.


A agenda de hoje dá continuidade aos movimentos iniciados na segunda-feira, quando o presidente brasileiro já havia se reunido com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, para tratar de temas como inteligência artificial e minerais críticos, além de ter mantido conversas com o anfitrião, Emmanuel Macron, sobre o cenário econômico global.



FONTE: FOLHA PE.




             

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