
Foto: Divulgação.
A
Polícia Civil do Distrito Federal comunicou ao gabinete do ministro Alexandre
de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que apreendeu uma pistola atribuída ao
ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de bafômetro na noite desta
segunda. O boletim de ocorrência com os detalhes do caso será analisado pelo
relator do processo que acompanha a execução da pena de 27 anos a que o
ex-chefe do Executivo foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
A arma foi encontrada com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República que disse trabalhar com Bolsonaro. À Polícia Civil, o militar sustentou que a pistola seria do ex-presidente e lhe foi entregue em razão de uma "pane que aparentava ser de fácil solução". A versão do sargento é a de que ele retirou a arma ontem para fazer o reparo do percussor e que a pistola seria devolvida nesta terça.
A declaração do sargento do GSI tem contradições em relação aos relatos do agente responsável por parar o carro conduzido pelo militar, que é da presidência da República. Este afirmou que, quando percebeu a arma estava no assoalho do carro, o sargento "de forma repentina, fechou o vidro do veículo". Foi nesse momento que a arma foi recolhida, segundo o BO.
Em
seguida, o policial responsável pela abordagem de fiscalização da lei seca
conferiu as informações do sargento e questionou sobre o registro da arma
encontrada. Segundo ele, o integrante do GSI afirmou que a arma constava em sua
funcional. Somente após o agente confirmar que não havia registro da arma em
seu nome, o sargento declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair
Bolsonaro e que a mesma ficava dentro do carro.
Ainda
de acordo com o policial, o sargento do GSI afirmou que não estava com o
registro da arma. Também foi encontrado no carro um carregador sobressalente da
arma. O militar foi então conduzido à Delegacia para registro do caso. Segundo
o documento, o sargento foi abordado por volta das 22h30, em Taguatinga.
Conforme o boletim de ocorrência, a arma foi apreendida porque não havia documentação necessária para o porte da mesma. Segundo o documento, o sargento do GSI não levava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), o que é irregular e implica na necessidade de recolhimento da pistola.
FONTE: O GLOBO.