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A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap) inaugurou, nesta quinta-feira (17), uma fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco.
A unidade, criada em parceria com a Yets Premium Confecções, é a 25ª instalada no sistema prisional do Estado e busca oferecer qualificação profissional e ampliar as oportunidades de ressocialização para pessoas privadas de liberdade.
A fábrica será destinada às atividades de corte, costura e produção de roupas em escala industrial, principalmente peças em jeans.
A estrutura conta com 30 máquinas de costura e mesas para a produção e iniciou as atividades com 56 pessoas privadas de liberdade. A expectativa é ampliar gradualmente a capacidade para até 200 participantes.
Podem participar das atividades pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
A seleção é realizada a partir de uma lista de interesse mantida pela unidade, com análise de critérios compatíveis com as funções disponíveis, além de avaliação do setor psicossocial do CRA.

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A jornada poderá ser de 36 ou 44 horas semanais, conforme a organização das atividades.
Os participantes receberão o equivalente a três quartos do salário mínimo, enquanto o quarto restante será destinado ao pecúlio penitenciário, reserva financeira entregue ao trabalhador no momento da liberação.
O trabalho também possibilita a remição da pena, na proporção de um dia a cada três dias trabalhados.
Segundo o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, o trabalho, a qualificação profissional e o estudo são pilares para a ressocialização.
“Não é mais uma fábrica. É o caminho para a reinserção da pessoa custodiada na sociedade, no mercado de trabalho e na relação familiar. É também o caminho para mais segurança dentro e fora das unidades prisionais”, afirmou.
A parceria também permite que a empresa participante tenha acesso a trabalhadores capacitados para as atividades de produção.
De acordo com o diretor-geral da Yets Premium Confecções, Adriano Souza, a iniciativa atende tanto à expansão da produção da empresa quanto à proposta de oferecer uma oportunidade de inserção profissional.
“Foi muito animadora essa oportunidade, essa parceria que foi feita, porque atende a dois aspectos: o desejo da empresa de crescer, de produzir mais, e também a oportunidade de ser um instrumento de benefício social, porque ganha a pessoa privada de liberdade, ganha a família e ganha a sociedade”, destacou.
Aos 35 anos, Almir José, que passou a integrar a equipe da fábrica, afirmou que a oportunidade traz esperança para o futuro e permite demonstrar mudanças à família e à sociedade.
“É uma esperança. Você não pode desistir. Mesmo que você tenha errado no passado, você é muito mais do que isso. É isso que faz com que a gente possa mostrar, não só à nossa família, mas também aos agentes e à sociedade, que a gente pode mudar”, reforçou.
A expectativa é que a fábrica contribua para a preparação dos participantes para novas oportunidades de trabalho e para a retomada da vida em sociedade após o período de custódia.
FONTE: FOLHA PE.