Publicada em 23/09/2026 às 12h16.
Países aliados de Trump classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas
Grupo liderado pelos Estados Unidos propõe "medidas coletivas" contra grupos criminosos.

Foto: Divulgação.    


 A aliança Escudo das Américas, liderada pelos Estados Unidos, propôs na terça-feira (22) sanções coletivas contra 24 grupos do crime organizado que atuam na região e que consideram "uma ameaça imediata e compartilhada". 


As facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) estão entre os grupos citados como alvos da proposta.


"Anunciamos hoje [ontem] a primeira ação conjunta para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo", diz um comunicado divulgado após uma reunião de líderes da coalizão na sede da ONU, em Nova York.



Foto: Divulgação.       


Exemplo dos EUA


Os Estados Unidos dispõem há décadas de instrumentos econômicos e jurídicos para sancionar grupos armados, empresários e figuras políticas que consideram inimigos de seus interesses. Washington mantém uma "lista negra" de indivíduos e empresas sancionadas que não podem acessar o sistema financeiro ou empresarial.

 

Esta é a primeira vez que se busca ampliar esse sistema de sanções aos 15 países que assinam o comunicado, que representam quase metade da América Latina e do Caribe.


Os 24 grupos afetados já foram sancionados por Washington, desde a Mara Salvatrucha, de El Salvador, ao Tren de Aragua, da Venezuela. Também estão incluídos os principais cartéis mexicanos, bem como grupos armados de Brasil, Colômbia e Peru.


"Para facilitar esses objetivos", será feita uma solicitação formal ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), de 1947, declararam os signatários do documento.


Criado no início da Guerra Fria, para combater o comunismo, o Tiar permite a criação de um órgão consultivo para coordenar a resposta.


Trump afirmou hoje, na Assembleia Geral da ONU, que "os Estados Unidos não permitirão mais que as ameaças contra a América ganhem terreno em nenhum lugar do hemisfério ocidental". "Caso necessário, usaremos nosso poderio militar sem igual."


Por meio de drones e ataques aéreos, o Pentágono realiza há um ano uma campanha sem precedentes contra supostas lanchas ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico, que já deixou mais de 200 mortos.


A cooperação transfronteiriça aumentou nos últimos meses. Equador e Colômbia protagonizam missões conjuntas, e as deportações de supostos criminosos entre países vizinhos também crescem.


O comunicado ressalta que cada país deverá aplicar o arsenal de sanções e medidas retaliatórias "de acordo com a sua legislação". Outro obstáculo é o recurso ao Tiar, instrumento de segurança regional anterior ao Escudo e vinculado à OEA, onde países como Brasil e México costumam se opor às iniciativas de Washington.



FONTE: FOLHA PE.










             




                 

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