Publicada em 21/12/2015 às 10h58.
Petista entra com ação por “cabeçada” em confusão na Câmara
A cabeçada chegou a ser filmada por veículos de comunicação.

A confusão no plenário da Câmara que acabou em empurrões, xingamentos e depredações na semana passada teve um novo capítulo. Com a queixa de que foi vítima de um soco e de uma cabeçada, o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) ingressou com representação na Corregedoria Parlamentar contra Laerte Bessa (PR-DF) por quebra de decoro parlamentar.


Segundo o petista, Bessa o agrediu fisicamente durante tumulto para a votação da comissão especial que avaliará o arquivamento ou prosseguimento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. No episódio, os dois deputados federais trocaram acusações e chegaram a ser separados pela Polícia Legislativa. A cabeçada chegou a ser filmada por veículos de comunicação.


“Primeiro, ele me deu um soco no estômago. Eu falei para que ninguém agisse com violência, mas ele proferiu uma cabeçada”, reclamou o petista, o qual espera que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados tome “as medidas cabíveis”.


Com o receio de sofrer uma derrota, o que se confirmou ao final do dia, integrantes da base aliada tentaram obstruir na força física a votação. A tentativa de impedir o processo deveu-se à decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de realizar uma eleição secreta.


Com o receio de que a iniciativa estimulasse traições na própria base aliada, o PCdoB recorreu ao Supremo TribunalFederal para garantir que ela fosse aberta. À espera de uma decisão que interrompesse a sessão, parlamentares aliados a Dilma Rousseff permaneceram dentro das cabines de votação para impedir a entrada dos demais.


Com o clima de hostilidade generalizada, integrantes da base aliada chegaram a quebrar duas urnas de votação e desinstalar três. Segundo Rodrigo Maia (DEM-RJ), Afonso Florence (PT-BA) foi um dos responsáveis pela iniciativa. O petista nega.


“Aqui não é uma briga de galo. É uma falta de respeito, de regras e de estética parlamentar. Que saudades dos tempos de Ulysses Guimarães, quando havia o debate”, criticou o líder do governo na Casa Legislativa, José Guimarães (PT-CE). Procurado pela Folha, Laerte Bessa não foi localizado para comentar sobre a representação.


FONTE: FOLHAPE

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