Publicada em 16/05/2017 às 08h40.
PF cumpre mandados em PE em operação contra corrupção na Agricultura
A operação investiga corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura e empresas fiscalizadas. Dois mandados foram cumpridos em Boa Viagem

Cerca de 120 policiais federais cumprem 62 mandados judiciais na operação / Foto: ABr

Cerca de 120 policiais federais cumprem 62 mandados judiciais na operação
Foto: ABr

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (16), a Operação Lucas, que investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) e empresas fiscalizadas. Foram expedidos mandados judiciais para Pernambuco, Tocantins, Pará, Maranhão e São Paulo.

 

 

Em nota, a PF informou que cerca de 120 policiais federais cumprem 62 mandados judiciais, sendo 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões de reais.


Operação Lucas em Pernambuco

Em Pernambuco, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva na casa de um empresário em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. No entanto, segundo a PF, nada foi apreendido e o empresário não estava na residência.


A investigação começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidos em processos administrativos, por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas.


A PF apurou, por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, que a chefe de fiscalização do Mapa, à época dos fatos, recebia de empresas fiscalizadas valores mensais para custear despesas familiares. Apenas em sua conta pessoal a investigação identificou a diferença de mais de 200% do declarado em seu Imposto de Renda. Também foi detectado que o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 3 milhões, entre os anos de 2010 a 2016.


Os investigados, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão.


O nome da operação faz referência à passagem Bíblica do livro de Lucas que diz: "Não peçais mais do que o que vos está ordenado" e "A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo".

 

Estadão Conteúdo

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