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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin ordenou, nesta quinta-feira (18), o afastamento dos cargos do senador e presidente do partido Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR). A Polícia Federal cumpre mandados de busca nos gabinetes dos dois e também do senador Zezé Perrela (PSDB-MG).
Agentes da Polícia Federal fazem, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (18), buscas nos apartamentos do senador Aécio Neves; a irmã dele, Andrea Neves; e Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha. Os mais de 40 mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo J&F, proprietário da marca JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Temer teria indicado para resolver a questão o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que posteriormente foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley Batista.
Executivos do grupo J&F afirmam que o senador Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um dos donos da empresa, Joesley Batista, para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.
Segundo os executivos da JBS, a quantia foi entregue a um primo do tucano, em ação filmada pela PF. A gravação que supostamente compromete o senador Aécio Neves tem 30 minutos e foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR). Deve integrar acordo de delação premiada, que aguarda homologação do ministro do Supremo Edson Fachin. O dinheiro teria sido depositado em uma empresa do também senador tucano Zeze Perrella.
A JBS esteve na mira de investigações da Polícia Federal em diferentes frentes desde 2016. Na sexta-feira (12), a PF deflagrou operação sobre supostas irregularidades na concessão de empréstimos do BNDES. O juiz responsável, Ricardo Leite, de Brasília, negou um pedido de prisão contra os donos da empresa. Em janeiro, uma operação mirou o grupo ao apurar suspeitas de concessão de créditos pela Caixa Econômica.
Na noite de quarta (17), quando as acusações vieram à tona, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos acusados pela JBS, deixou o plenário do Senado pela lateral, sem comentar as acusações.
FolhaPE