Publicada em 29/05/2017 às 21h44.
Apac alerta para chuvas no Grande Recife e na Zona da Mata do Estado
O alerta tem validade até o fim da tarde desta terça (30) e a Apac orienta a população a seguir as orientações da Defesa Civil.

As chuvas que atingiram cidades da Mata Sul de Pernambuco, como Palmares (foto), nas últimas 48 horas, já deixaram cerca de 35 mil desabrigados no Estado / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

As chuvas que atingiram cidades da Mata Sul de Pernambuco, como Palmares (foto), nas últimas 48 horas, já deixaram cerca de 35 mil desabrigados no Estado
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem


O evento meteorológico que provocou as fortes chuvas na Zona da Mata e Agreste pernambucano continua atuando no Estado nos próximos dois dias. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), nas próximas 24 horas a previsão é de chuva moderada a forte no Grande Recife e de fraca a moderada nas outras regiões. “O sistema de convergência 200 transporta a umidade do mar para o continente. Com a alta umidade, as nuvens ficam pesadas e chove”, explica o presidente do órgão, Patrice Oliveira.

 

 

Segundo o meteorologista, o trimestre maio a julho é o mais chuvoso na Zona da Mata, Agreste e Grande Recife. Mas, apesar do temporal que atingiu 23 cidades e deixou 14 em situação de calamidade pública, a previsão é de que as chuvas fiquem abaixo da média histórica, no período, que é de 873 milímetros na Região Metropolitana do Recife; 689 milímetros na Zona da Mata e 13 milímetros no Agreste. “Choveu muito agora, devido a um evento extremo, mas pode ser que em junho não chova”, salienta Patrice.


O boletim desta segunda da Apac mostra que as precipitações foram bem menores do que no domingo – quando o município de Rio Formoso chegou a contabilizar 323,24 milímetros de chuva e Ribeirão, 234,34 milímetros. Ontem, na Zona da Mata, o maior índice foi em Ribeirão, com 191,1 milímetros. Já no Grande Recife a maior chuva foi no Cabo de Santo Agostinho, com 102 milímetros. E no Agreste, Tacaimbó teve precipitação de 72,8 milímetros.


Não há mais nenhuma rodovia federal interditada, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Já um trecho da PE-60 que corta Sirinhaém, na Zona da Mata, está inundado pelas águas do Rio Sirinhaém, impedindo veículos menores de passarem. Ele é um dos municípios atingidos que não teve decretado estado de calamidade ou de emergência.

CALAMIDADE

Com a decretação do estado de calamidade pública, é possível derrubar algumas barreiras legais para a concessão de socorro, empréstimos e financiamentos de órgãos federais. Recursos carimbados para determinadas áreas podem ser remanejados para outros compromissos. Também é possível realizar compras sem a obrigação de licitação. O de emergência é para casos menos graves, mas também prevê ajuda federal.

 

JC

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