
Atualizada às 15h04
O Hospital de Campanha do Exército montado após as enchentes na Mata Sul vai deixar a cidade de Rio Formoso, informou o Comando Militar do Nordeste. A desmobilização do equipamento ocorre a partir da próxima quarta-feira (5). O hospital da cidade e unidades de saúde da família foram inutilizados após as enchentes, que deixou estragos em Rio Formoso. A Secretaria Estadual de Saúde, porém, garante que já foi iniciada uma reforma no antigo hospital e que ele estará pronto para funcionar assim que a unidade do Exército for desmobilizada.
"Devido à atenuação das consequências das chuvas da enchente em Rio Formoso e cidades próximas, o Hospital de Campanha deverá ser desmobilizado e os profissionais envolvidos deverão retornar às suas atividades de origem", explicou o comando militar em nota.
O Hospital da Campanha começou a funcionar no dia 02 de junho com o objetivo de prover, de forma emergencial, o atendimento dos serviços básicos de saúde à população da região. Até o dia 29 de junho, foram realizados 2.306 atendimentos médicos, nas especialidades de clínica médica, pediatria e ortopedia; 596 exames laboratoriais; 113 remoções em ambulância; e 01 evacuação aeromédica.
Nesse período, 35 profissionais, entre médicos, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, oriundos da Marinha, do Exército, da Força Aérea, do Governo do Estado de Pernambuco e dos Municípios atingidos.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde a semana passada, foi iniciada uma reforma de toda a parte elétrica e hidráulica do antigo hospital, além de pintura e da substituição de algum equipamento que eventualmente tenha sido danificado pela água. O objetivo é que a unidade já seja capaz de atender os moradores no mesmo dia da desmobilização do Hospital de Campanha.
O governo do Estado também diz estar concluindo um projeto para ser encaminhado ao governo federal para tentar captar recursos para a construção de um novo hospital em Rio Formoso. A construção de um novo hospital longe das áreas atingidas pelas enchentes foi descrita pelo governador Paulo Câmara (PSB) como a solução para o município.
JC Online