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De acordo com informações do "SIGA Brasil", sistema de informações sobre o orçamento público federal, o valor liberado pelo Planalto é 31% maior do que o mesmo período do ano passado, quando Michel Temer ocupava o cargo de presidente de forma interina, durante o afastamento de Dilma Rousseff.
A distribuição de dinheiro ocorre no momento em que Michel Temer mais precisa de apoio, já que é alvo de uma denúncia do Ministério Público Federal, acusado de corrupção passiva. O presidente depende do voto dos deputados, que têm o poder de decidir pela instauração, ou não, do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações da Folha de São Paulo, o aumento no montante liberado ocorre exatamente a partir de maio, quando a delação da JBS veio à tona e agravou a crise política no país, por envolver diretamente o presidente da República. Em junho, o procurador-geral, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra Temer.
Ainda segundo o jornal, apesar de as emendas terem formalmente o caráter "impositivo", ou seja, de execução obrigatória, a real liberação do dinheiro está sujeita a contingências políticas e administrativas.
A assessoria do presidente foi procurada e se pronunciou sobre as acusações. Disse que "não há essa relação" e que "o governo apenas executa o Orçamento quando há disponibilidade de caixa".
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