
HRECHENIUK OLEKSII/SHUTTERSTOCK
Os beijinhos que toda titia, vovó e até mesmo os papais adoram dar nos bebês podem parecer inofensivos, mas não são, pois podem transmitir diversas doenças, entre elas a Herpes, uma infecção causada por um vírus que causa coceira e feridas no corpo, na boca e também na região genital.
A doença pode ser transmitida pelo contato com a saliva ou secreções das lesões. Desta forma, o vírus acaba entrando no organismo pela derme, epiderme ou por outros machucados. Como existente um tempo entre o contágio e a manifestação dos sintomas – de uma a três semanas –, é difícil identificar quem transmitiu o vírus.
A herpes no bebê merece muito mais atenção, como destaca a pediatra Dra. Carla Dall’Olio, coordenadora da emergência pediátrica do Hospital Barra D'or, do Rio de Janeiro, já que a doença pode se manifestar como uma forma de estomatite, causando febre e lesões no céu da boca e da garganta e dificultando, assim, a alimentação. “Como o sistema imunológico dos pequenos é mais frágil, eles estão mais vulneráveis a infecções mais graves. O vírus pode ser apenas uma lesão e até mesmo uma infecção no sistema nervoso central”, lembrou.
ANNA KRAYNOVA / SHUTTERSTOCK
Sim. Nos primeiros meses de vida do recém-nascido, evite beijos no rosto ou na mão, que levam o tempo todo à boca - especialmente aqueles dados por pessoas que não convivem na mesma casa e são mais distantes.
É importante conscientizar amigos e parentes para não ficarem enchendo os bebês de beijo, especialmente quando ainda estão sendo vacinados e desenvolvendo seu sistema imunológico.
FAMVELD/ISTOCK
A pediatra reforça que, a qualquer alteração percebida, é recomendável procurar um médico para realização de exames e prescrição de remédios específicos aos pequeninos.
Vix