Publicada em 09/03/2018 às 09h14.
Aeroporto do Recife mais perto de ser concedido à iniciativa privada
O governo federal divulgou que recebeu oito propostas de estudos técnicos sobre a concessão de 13 aeroportos no Brasil, entre eles o pernambucano.

Terminal do Recife deve ser leiloado no quarto trimestre deste ano / Foto: Arnaldo Carvalho / JC Imagem

Terminal do Recife deve ser leiloado no quarto trimestre deste ano
Foto: Arnaldo Carvalho / JC Imagem
Editoria Economia

Aeroporto Internacional do Recife está um passo mais próximo de ser concedido à iniciativa privada. Na noite desta quinta-feira (8), o governo federal divulgou que recebeu oito propostas de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) sobre a concessão de 13 aeroportos no Brasil, entre eles o terminal pernambucano.


De acordo com o Ministério de Transportes, Portos e Aviação Civil, os estudos foram entregues por três de oito consórcios habilitados na fase de chamamento público.  A ideia é de que os estudos técnicos apontem os detalhes sobre como deverá ocorrer a concessão. Tudo indica, por exemplo, que a Infraero continue sendo o sócio majoritário, com 51% de participação, enquanto o parceiro privado deve ficar com 49%. Isso se prevalecer a concepção do presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, quando do anúncio da concessão do terminal pernambucano, em evento no Recife, em março do ano passado.

 


 

A previsão é que os leilões sejam realizados no quarto trimestre deste ano. O Aeroporto do Recife deve ser leiloado junto com os terminais de Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE), que formam o bloco do Nordeste.  Os demais aeroportos foram divididos em outros dois grupos: o dos aeroportos do Mato Grosso, que inclui os terminais de Cuiabá (Várzea Grande), Rondonópolis, Alta Floresta, Sinop e Barra do Garças, em Mato Grosso; e o bloco de Vitória (ES) e Macaé (RJ).


Cada um dos blocos recebeu mais de uma proposta de estudo técnico. O próximo passo é selecionar as melhores propostas, apenas uma por bloco, que terão os custos ressarcidos pelos futuros vencedores dos leilões. O bloco do Nordeste tem limite máximo de ressarcimento de até R$ 30,7 milhões. Em seguida, a documentação segue para o Tribunal de Contas da União (TCU) que avalia os estudos e documentos para então emitir o acórdão. Depois, são feitos os ajustes necessários e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publica o edital do certame, último passo antes dos leilões.


Governo recorre à privatização para arrecadar recursos

Sem caixa, o governo recorre à privatização para arrecadar recursos. Para se ter uma ideia, somente o bloco do Nordeste tem valor de outorga, espécie de aluguel pago ao governo, de R$ 2,05 bilhões, com período de concessão de 30 anos. O valor dos investimentos previstos é de R$ 2,6 bilhões para expansão, exploração e manutenção dos terminais.


No caso do Aeroporto do Recife, a área que ficará sob concessão possui 4.229 milhões de metros quadrados. O terminal está entre os 20 mais bem avaliados do País e bateu recorde de movimentação em 2017, com 7,77 milhões de passageiros.


Processo de concessão começou em 2017

O processo de concessão começou no ano passado, quando os aeroportos foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização e, em seguida, qualificados para serem entregues à iniciativa privada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) em agosto. Em setembro, foi publicado o chamamento público com o objetivo de convocar interessados na apresentação de estudos.

 

 

JC

Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.
TODOS OS COMENTÁRIOS (0)



Login pelo facebook
Postar
 
Curiosidades
Policia
Pernambuco
Fofoca
Política
Esportes
Brasil e Mundo
Tecnologia
 
Nova + © 2026
Desenvolvido por RODRIGOTI