
(Foto: Miva Filho/SES/Divulgação)
Os últimos registros de sarampo em Pernambuco são de 2013, mas os casos confirmados em Roraima (Estado que faz fronteira com a Venezuela, país atingido pelo surto da doença) deixam as autoridades locais em alerta pelo risco de reintrodução do vírus em território pernambucano. “É um momento em que precisamos fortalecer a vigilância e lembrar as pessoas da necessidade de vacinação, que é principal forma de prevenção da doença”, frisa a sanitarista Ana Antunes, gerente de Prevenção de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Como há a chance de o vírus se espalhar, caso a imunização (especialmente pelos adultos) seja colocada em segundo plano, a SES recomenda que os municípios convoquem a população, durante a próxima campanha de vacinação contra influenza, para se proteger também contra sarampo.
“Temos uma população bem imunizada em Pernambuco, especialmente os grupos de crianças até 1 ano de idade, mas há alguns bolsões com baixa cobertura vacinal”, destaca Ana Antunes. Na faixa etária dos primeiros 12 meses de vida, a cobertura chegou a quase 97% no ano passado. O preocupante é que, entre os adultos, o Estado não sabe precisar o percentual da população imunizada e, por isso, vale resgatar a máxima: na dúvida, é melhor pecar pelo excesso.
“Aqueles que não lembram se já receberam a aplicação da vacina contra sarampo devem ir a um posto de saúde. Isso vale para quem tem até 49 anos.
Acima dessa idade, é provável que a pessoa já tenha se protegido ou entrado em contato com o vírus, pois a doença ocorria de forma cíclica em décadas passadas”, acrescenta a sanitarista.

(Reprodução do site Ne10)
Entre os casos suspeitos de sarampo, devem ser incluídos todo paciente que, independentemente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e exantema (manchas vermelhas na pele) acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. Também devem ser notificadas com quadro suspeito da doença as pessoas que tenham ido a áreas de circulação do vírus nos últimos 30 dias ou que tenham tido contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.
Um detalhe importante é que o vírus do sarampo tem uma alta capacidade de transmissão. O alerta também se faz necessário porque o fluxo de pessoas entre países pode facilitar a reintrodução do vírus em territórios onde ele não está mais presente. “Por isso, vale intensificar as ações de imunização para que a população atualize a caderneta de vacinação”, ressalta Ana Antunes.
Em Pernambuco, foram registrados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de um caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro da ocorrência da doença tinha sido feito em 1999. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil permanece com o certificado de eliminação da doença, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde em 2016.
Ne10