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Foto: Reprodução/TV Globo
Um balanço divulgado na sexta-feira (26), pela Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco, aponta que aproximadamente 1.640 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, deixaram suas casas temporariamente, e mais de 440 ficaram desabrigadas em áreas atingidas pelas chuvas no Grande Recife e na Zona da Mata.
Cinco cidades tiveram o decreto de situação de emergência reconhecido pelo governo estadual: Abreu e Lima, Igarassu, Goiana e Olinda, na Região Metropolitana do Recife; e Vicência, na Zona da Mata. Até a quarta-feira (24), eram mais de 1,2 mil desalojados.
Em nota, o governo do estado informou que representantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil estiveram no Recife para acompanhar os decretos de situação de emergência, para que sejam reconhecidos pelo governo federal e que seja possível apoio com recursos federais diretamente aos municípios afetados.
Ao todo, 12 pessoas morreram por causa de deslizamentos de barreiras no Recife, em Olinda e em Abreu e Lima, na Região Metropolitana, na quarta-feira (24).
Segundo o balanço, 355 famílias ficaram desalojadas no Grande Recife, 28 na Zona da Mata Norte e outras duas 27 na Zona da Mata Sul. O estado registrou 111 famílias desabrigadas, sendo 109 na Região Metropolitana e duas na Zona da Mata Norte. A Codecipe calcula uma média de quatro pessoas por família.
Olinda
A Prefeitura de Olinda informou, nesta sexta-feira (26), que o início do ano letivo na rede municipal ficou para a segunda-feira (29). Apenas na Escola Pró-Menor, em Rio Doce, as atividades estudantis não serão retomadas, uma vez que o local está funcionando como abrigo para as pessoas que foram afetadas pelo período chuvoso.
Uma das comunidades que mais sofre com os alagamentos são as de Jardim Fragoso e Jardim Brasil. No local, nesta sexta, o cenário era de destruição por causa da chuva.
Um dos locais afetados é a Unidade de Saúde Jardim Fragoso I e II. Na unidade de saúde, a lama tomou conta de tudo. A força da água fez com que a geladeira da sala de vacinas fosse derrubada no chão.
Em um dos consultórios médicos, a maca foi revirada e um frigobar, onde medicamentos eram guardados, também foi atingido. Prontuários de pacientes foram destruídos. No consultório odontológico, o cenário também era de destruição, com cadeiras no chão e materiais afetados pela lama.
Por meio de nota, a prefeitura de Olinda informou que um trabalho de manutenção e limpeza começou a ser feito, incluindo reparos estruturais e a reposição de medicamentos e materiais, em todas as unidades de saúde que sofreram danos por causa das chuvas.
No caso da unidade de saúde de Jardim Fragoso, o atendimento deverá ser normalizado entre o fim de junho e o início de julho. Enquanto isso, quem precisar de atendimento pode procurar assistência na Policlínica de Jardim Fragoso, localizada na Rua José Alexandre Carvalho.
Vicência
Em Vicência, 20 famílias foram retiradas de suas casas após o nível do Rio Siriji subir e alagar comunidades ribeirinhas. Segundo a Defesa Civil, as pessoas foram levadas para um abrigo da prefeitura.
A Defesa Civil informou, ainda, que a cidade decretou situação de emergência, por causa de deslizamentos de barreiras, pela inundação de algumas partes do município e por precaução.
Confira os telefones das comissões de Defesa Civil:
Abreu e Lima: 98736.6296 ou 3541.2748
Cabo de Santo Agostinho: 0800.281.8531
Camaragibe: 2129.9564
Jaboatão dos Guararapes: 0800.281.2099 ou 99195.6655
Olinda: 3429.9838 ou 99266.5307 (WhatsApp)
Paulista: 153
Recife: 0800.281.3400
Vicência: 99718.944
Codecipe: 3181-2490 e pelo 199
FONTE: G1