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Créditos: Reprodução/TV Globo
Um projeto parceiro do Criança Esperança ajuda na educação de crianças que vivem em situação de risco, no Recife. São 97 meninos e meninas, entre 4 e 10 anos, acolhidos no Instituto Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Paisandu, na área central da cidade.
Eles são filhos de moradores de comunidades pobres e alguns vivem em palafitas construídas sobre o Rio Capibaribe. Através do projeto, eles recebem educação e sonham com um futuro melhor.
No instituto, cada sala recebe um nome especial: há a sala da amizade, da bondade, entre outras. As aulas trazem lições lúdicas para a vida, como o experimento para mostrar que as palavras podem machucar.
Vilton Kaik, de 9 anos, conta que não gosta de ouvir gritos e que aprendeu que, se não gosta, não deve fazer com os amigos. “É muito ruim, porque isso magoa as pessoas e a pessoa chora”, diz o menino.
Após passar por sete escolas, a socióloga Natália Tenório conseguiu que o filho, Welton Gabriel, de 7 anos, fosse acolhido.
“Ele deu um salto de desenvolvimento enorme de janeiro pra cá. Desde que iniciou o ano aqui, ele já tá quase lendo. A socialização dele tá ótima, eu cheguei aqui ontem e ele estava jogando bola com os meninos. Então assim, é fantástico, eu me emociono de falar porque era uma vivência que antes ele não tinha”, afirma.
“Eu acho que é amor. [...] Eu vi que aqui tem muitos trabalhos voluntários, inclusive de gente de fora que vem fazer intercâmbio aqui e realiza um trabalho fantástico com os meninos”, diz Natália.
De acordo com a assistente social Micheline Sales, o trabalho é feito em parceria com o ensino público municipal.
“Eles já ficam aqui o dia inteiro. De manhã, o ensino regular e já emendam com o nosso espaço institucional, prevenindo também o trabalho infantil e fazendo com que os pais possam se organizar para que não deixem as crianças sozinhas”, afirma.
A proposta do projeto é mostrar que as crianças podem ter problemas físicos, de agressividade, de comportamento, mas isso não quer dizer que devem ser discriminadas. A missão dos professores e dos voluntários é conhecer a realidade de cada uma delas e assim poder transformar o futuro desses meninos e meninas.
“Esse poder de transformação é feito o bolo que os meninos pequenos fizeram. O bolo, quando a gente bota o fermento, que é o nosso amor, ele cresce, fica saboroso, fica gostoso com mais capacidade de a gente partir e repartir. Então, é isso que nós fazemos. Nós colocamos amor em tudo que nós fazemos”, declara a coordenadora do instituto, irmã Maria das Dores.
G1