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Créditos: Elson de Souza/TechTudo
O Facebook anunciou na quarta-feira (14), mudanças que visam tornar os grupos da rede social mais simples e seguros contra a propagação de discurso de ódio. Moderadores ganham novas ferramentas que facilitam a remoção rápida de conteúdo que infringe as regras da plataforma.
Além disso, os grupos passam a ter apenas dois tipos de privacidade — privado ou público — e recebem melhorias na inteligência de detecção automática de posts abusivos. A empresa não definiu data para a implementação das alterações.
Até o momento, a versão brasileira ainda mostra grupos nas categorias antigas: público, fechado ou secreto. Entenda tudo o que muda nos grupos da rede social.
Detecção de conteúdo abusivo
O Facebook diz ter melhorado o sistema automatizado que identifica quando um post de grupo infringe os termos de uso da rede social. Segundo a empresa, uma combinação de aprendizado de máquina com inteligência artificial é capaz de remover uma publicação antes mesmo que ela seja visualizada por outros membros.
O material é encaminhado para revisores humanos responsáveis por decidir se o conteúdo permanece excluído ou se pode voltar para o grupo.
Para ajudar administradores a lidarem com conteúdo abusivo, a rede social lança a página Qualidade do Grupo, que dá um panorama geral dos posts removidos automaticamente. Além disso, há uma nova seção dedicada exclusivamente à denúncia de notícias falsas que circulam entre os participantes.
De outro lado, moderadores serão mais cobrados: se a empresa identificar condescendência com membros que quebram as regras com recorrência, o grupo inteiro poderá ser banido da plataforma.
Privacidade dos grupos
Segundo o Facebook, a mudança na categorização dos grupos ajuda a aumentar a transparência do nível de privacidade percebido pelos usuários. Antigos grupos “fechados” passam para a categoria “privado e visível”, que engloba grupos que podem ser encontrados na busca, mas cujo conteúdo é acessível apenas pelos participantes.
Já os grupos “secretos” se tornam do tipo “privado e invisível”, que, além do conteúdo restrito aos membros, não aparecem na pesquisa da rede social.
O mecanismo de entrada no grupo também está mais transparente. Ao receber um convite, um usuário poderá espiar as publicações do grupo antes de aceitar ou rejeitar o pedido de entrada. Caso decida entrar, terá acesso a informações mais detalhadas, como quem são os administradores e possíveis nomes que o mesmo grupo já teve no passado.
As definições do grupo “público” se mantêm as mesmas: pode ser encontrado por buscas no Facebook e seu conteúdo pode ser lido por membros ou não-membros.
TechTudo