Publicada em 21/08/2019 às 08h32.
PF prende ex-executivo da Odebrecht em investigação sobre propina a ex-ministros
Segundo a PF, investigação mira propina paga a dois ex-ministros identificados como 'Italiano' e 'Pós-Italiano'.

Imagem: Estadão Conteúdo/ Reprodução

 

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a 63ª fase da Operação Lava Jato. Segundo a PF, são cumpridos dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia.


De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os alvos de prisão são o ex-executivo do Grupo Odebrecht Maurício Ferro e o advogado Nilton Serson.


Bernardo Gradin, ex-presidente da Brasken, é alvo de buscas.


O G1 tenta contato com as defesas dos citados.


Até as 7h, apenas Ferro tinha sido preso.


Segundo a PF, esta fase investiga a suspeita de pagamentos periódicos por parte da Odebrecht a dois ex-ministros identificados na planilha do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira como "Italiano" e "Pós-Itália".


Em depoimento, Marcelo Odebrecht afirmou que "Italiano" se referia ao ex-ministro Antônio Palocci e "Pós-Itália" era Guido Mantega.


O pagamento da propina tinha como objetivo, entre outras coisas, a aprovação de medidas provisórias que instituiriam o programa chamado de Refis da Crise.


De acordo com a PF, as investigações apontam que a propina teria sido entregue a um casal de publicitários para dissimular a origem do dinheiro.


Os mandados apuram crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.


Segundo a Polícia Federal, foi determinado o bloqueio de R$ 555 milhões dos investigados.


O G1 entrou em contato com as defesa de Antonio Palocci e Guido Mantega e aguarda retorno.


FONTE: G1

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