Publicada em 27/08/2019 às 09h41.
Náutico e Paysandu preparam seus 'espiões' para jogo na Série C
Timbu tem quatro jogadores e um técnico que já passaram pelo Paysandu; Papão também conta com velhos conhecidos do futebol pernambucano.

Créditos: Divulgação

 

Mais de dois mil quilômetros separam Recife e Belém. Para encurtar essa distância, nada melhor do que conhecer bem o "território inimigo". Por isso, não vão faltar espiões no duelo entre Náutico e Paysandu, pelas quartas de final da Série C 2019. Técnicos e atletas que já jogaram no outro lado ou que já passaram pelo estado do adversário podem ajudar seus respectivos times na briga por uma das vagas na Série B do ano que vem.


Quatro jogadores do Náutico já vestiram a camisa do Paysandu: o lateral-esquerdo Willian Simões, os volantes Jhonnatan e Danilo Pires, além do atacante Rafael Oliveira. Willian teve passagem discreta, com apenas 11 jogos em 2017. Danilo jogou no ano seguinte, também sem brilho, acumulando 17 partidas. Já o centroavante Rafael Oliveira, nascido no Pará, começou a carreira no Bicolor, mas demorou para engrenar. Sua melhor fase no clube foi em 2012. Foram 17 gols em 31 jogos, ocupando o posto de maior artilheiro do Brasil na época.


De todos, Jhonnatan é quem possui o maior vínculo com o futebol paraense." Comecei no Remo. Joguei até os 23 anos e fui para o Paysandu. Atravessei a avenida, que é como dizem no estado, da área que separa o estádio dos clubes. Fiquei três anos lá e tive um bom momento", contou, dando pistas também sobre os possíveis palcos que o Náutico vai encontrar em Belém. "O estádio do Mangueirão tem grama mais alta, pesada.


Na Curuzu, o campo fica mais perto e a torcida inflama mais. Mas isso pode se tornar um fator a nosso favor dependendo do que fizermos no jogo", completou. Por fim, o Timbu tem Gilmar Dal Pozzo, ex-treinador do Papão, em 2016. O catarinense ficou menos de dois meses no Pará e foi demitido após uma série de empates e uma eliminação na Copa do Brasil para o Juventude.


No lado dos paraenses, a lista também é grande. A começar pelo técnico Hélio dos Anjos, que já comandou o Sport e treinou o Náutico na campanha do acesso à Série A, em 2006. No lado direito ofensivo, o Paysandu conta com o entrosamento do lateral Tony, ex-Santa Cruz, e o atacante Hygor, ex-Sport. A equipe tem o lateral-esquerdo Bruno Collaço, com passagem pelo Náutico, em 2013; os meias Thiago Primão e Leandrinho, que vestiram a camisa coral em 2014 e 2016, respectivamente, além do centroavante Jheimy, ex-jogador do Leão, em 2012.

 

Folha PE

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