
Imagem: Philip Fong/AFP
Milhares pessoas saíram no último sábado (31) às ruas de Hong Kong, desafiando a proibição de manifestações no 13º fim de semana seguido de protestos e um dia após a detenção de lideranças do movimento pró-democracia.
A polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água colorida contra militantes para tentar dispersar uma passeata nos arredores do parlamento e da sede do governo, onde uma multidão usando capacetes de máscaras de gás se reuniu. Alguns manifestantes se aproximaram de barreiras construídas para mantê-los afastados e jogaram pedras, coquetéis molotov e tijolos contra as forças de segurança.
A polícia justificou a decisão de proibir protestos citando os confrontos do último domingo, um dos episódios mais graves desde o início dos atos, em junho.
No sábado, enquanto os confrontos ocorriam perto da sede do governo, milhares de outros manifestantes continuavam uma passeata que tomou os distritos financeiros e governamentais de Hong Kong.
Eleições
A marcha foi convocada para marcar o quinto aniversário da decisão do governo da China contra eleições democráticas, o que determinou em 2004 os protestos pró-democracia da chamada Revolução dos Guarda-Chuvas.
A polícia não deu autorização, mas os manifestantes se reuniram mesmo assim, em aglomerações disfarçadas de "procissões religiosas", já que esse tipo de evento normalmente não necessita de autorização policial, segundo a legislação local.
Folha PE