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Imagem: Polícia Civil/Divulgação
Preso após cinco meses de fuga, José Maria Pedro Rosendo Barbosa, condenado por ser o mandante do assassinato do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, em 2013, foi levado ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre na manhã desta terça-feira (03). Segundo a Polícia Federal (PF), ele sai de Pernambuco para uma penitenciária federal de segurança máxima.
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e a PF não informaram para qual estado brasileiro ele foi levado. Zé Maria, como é conhecido, havia fugido da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, em fevereiro deste ano e foi preso em julho, no município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul e, em seguida, foi transferido de volta a Pernambuco.
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, ficou constatado durante as investigações que Zé Maria passou por cinco cidades da Bolívia nos meses em que esteve foragido. A possibilidade de envolvimento dele com o tráfico internacional de drogas é investigada.
Julgamento e fuga
Em outubro de 2016, José Maria Rosendo foi condenado a 50 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado, pela 36ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco. A condenação devido ao homicídio doloso do promotor do MPPE e e duas tentativas de homicídio contra Mysheva Martins, noiva de Thiago, que estava no carro com ele no momento do assassinato, e Adautivo Martins, tio dela.
Rosendo estava foragido desde 14 de fevereiro de 2019, quando detentos da penitenciária em Itamaracá, no Grande Recife, fugiram com o auxílio de uma escada improvisada. Houve ação de criminosos do lado externo, que dispararam contra agentes da unidade prisional e um policial militar que estava em uma guarita de segurança morreu na ocasião.
Entenda o caso
O assassinato do promotor Thiago Faria ocorreu em 14 de outubro de 2013, na PE-300, em Itaíba, no Agreste de Pernambuco. Durante os quatro dias de julgamento, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que José Maria Rosendo era o único interessado na morte da vítima.
A motivação do crime, segundo a Polícia Federal, envolveu uma disputa pelas terras da Fazenda Nova. Na época do julgamento, o MPF explicou que Faria atuou de maneira incisiva na imissão de posse da Fazenda Nova, onde Zé Maria morava e que foi desapropriada em favor de Mysheva, que arrematou 25 hectares da fazenda, incluindo a casa-sede, em um leilão da Justiça Federal.
G1