Publicada em 03/09/2019 às 11h34.
Itamaracá tem operação contra venda ilegal de lotes em área de preservação
A CRPH constatou que a área desmatada chega a 4 hectares, o equivalente a cerca de cinco campos de futebol.

Créditos: Mhatteus Sampaio/TV Globo

 

Uma área de preservação ambiental de Itamaracá, no Grande Recife, foi invadida e desmatada para fins comerciais, de acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em operação com outros órgãos nesta terça-feira (3), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CRPH) constatou que a área chega a 4 hectares, o equivalente a cerca de cinco campos de futebol.


Além do MPPE e da CPRH, participam da ação a prefeitura de Itamaracá e as polícias Militar e Civil. "Estamos fazendo um levantamento do dano para coibir irregularidades e identificar o autor [do dano ambiental]. Hoje, iniciamos um relatório da ocorrência para entregar à Secretaria de Meio Ambiente do município", aponta a coordenadora de fiscalização da CPRH, Susana Valdevino.


A promotora do Meio Ambiente, Catarina Gouveia, explica que esse tipo conduta é "histórica" em Itamaracá, principalmente no que se diz em relação a estelionato.


"As pessoas invadem a terra e loteiam, vendem sem regulamentação. Além disso, vendem a mesma área para mais de uma pessoa, ludibriando", diz.


As equipes de fiscalização encontraram no local sacolas, objetos diversos e um fogareiro. "Nos deparamos com uma devastação muito maior do que tínhamos em mente quando recebemos a denúncia. Vamos unir órgãos públicos para fortalecer o monitoramento", afirma o secretário de Meio Ambiente de Itamaracá, Clóvis Barreto.


O secretário aponta que uma força-tarefa e um fórum permanente foram criados, buscando instalar uma rede de proteção ambiental na área. Segundo Barreto, as equipes foram surpreendidas pelo tamanho do dano ao meio ambiente constatado nesta terça.


Ainda de acordo com o levantamento, entre as árvores derrubadas, nove são de espécies que estão em extinção, como a Aroeira, que foi usada para demarcar o lote desmatado na área.


O MPPE apontou que a força-tarefa busca identificar os responsáveis pelo crime ambiental da devastação e ajuizar as medidas cabíveis para recompor o meio ambiente. De acordo com a promotora, é previsto em lei, por parte de quem cometeu o crime, a reparação do dano para reflorestar e recompor a área.


Quanto à fiscalização, o secretário Clóvis explica que existe monitoramento nas áreas, mas que a extensão é muito grande e não consegue ser totalmente coberta pelos órgãos.

 

G1

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