Publicada em 23/09/2019 às 11h05.
MPPE apura denúncia de 'rachadinha' de salários de servidores
Segundo denúncia, servidores do gabinete do deputado Adalto Santos e da vereadora Irmã Aimée não trabalhavam na Alepe e na Câmara e não ficavam com todo o salário que recebiam.

Imagem: Reprodu??o/TV Globo


O Minist?rio P?blico de Pernambuco (MPPE) apura uma den?ncia de que o deputado estadual Adalto Santos (PSB) e a vereadora do Recife Irm? Aim?e (PSB) contrataram e mantinham vinculados aos respectivos gabinetes servidores que nunca prestaram servi?o na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na C?mara Municipal do Recife.


Segundo a den?ncia, parte do sal?rio que recebiam era devolvida, uma pr?tica ilegal conhecida como "rachadinha". O inqu?rito civil foi instaurado na quinta-feira (19), data da publica??o da Portaria n? 027/2019 no Di?rio Oficial do MPPE.


A 15? Promotoria de Justi?a de Defesa da Cidadania da Capital tamb?m investiga o pastor Ailton Jos? Alves, presidente da Igreja Assembleia de Deus em Pernambuco, por suspeita de integrar o esquema. Se a den?ncia for confirmada, eles podem responder por improbidade administrativa e crime contra a administra??o p?blica.


Em nota, Adalto Santos afirma que "n?o compactua com qualquer tipo de irregularidades em seu gabinete, utilizado para a presta??o de servi?o p?blico com transpar?ncia e responsabilidade". Ainda no texto, o deputado diz que "est? ? inteira disposi??o do Minist?rio P?blico para prestar todos os esclarecimentos que porventura se fa?am necess?rios".


Tamb?m em nota, o pastor Ailton Jos? Alves conta que "est?, como sempre esteve, ? disposi??o de todos os ?rg?os do Estado para prestar as informa??es que forem julgadas necess?rias". No comunicado, ele declara, ainda, que "diante da consci?ncia tranquila de quem serve a Deus h? mais de 30 anos, est? sereno diante de difama??es grosseiras que, da mesma forma que nasceram, sucumbir?o".


A vereadora Aim?e Carvalho tamb?m se pronunciou por meio de nota e informou que "desconhece este tipo de pr?tica em seu gabinete". A vereadora afirma, ainda, que "ainda n?o foi notificada, mas que est? absolutamente dispon?vel para esclarecer o que for necess?rio".


Por meio de nota, o PSB afirmou que a dire??o estadual do partido "tem confian?a no mandatos dos dois parlamentares e enfatiza a import?ncia do aprofundamento das investiga??es na certeza de que todos os fatos ser?o plenamente esclarecidos".


O G1 tamb?m entrou em contato com as assessorias da C?mara Municipal do Recife e da Alepe e aguarda respostas.


A den?ncia


No relato feito na Ouvidoria do MPPE, o denunciante afirmou que ele a esposa ocupavam cargos no gabinete de Adalto Santos, por?m nunca prestaram servi?os ao Poder Legislativo, j? que moravam em Ipubi, no Sert?o do estado.


O denunciante, que trabalhava como pastor da Assembleia de Deus em Pernambuco, disse, ainda, que o deputado ?empregava em seu gabinete membros e pastores da Igreja Evang?lica Assembleia de Deus em Pernambuco em retribui??o ao apoio e patroc?nio do pastor Ailton Jos? Alves, tendo em vista que a campanha eleitoral do citado parlamentar foi realizada com dinheiro daquela igreja?.


Ainda conforme relatado na den?ncia, o v?nculo e a remunera??o dele foram acertados entre o pastor Ailton e o deputado. "Em conluio, economizavam o dinheiro da Igreja fazendo uso do dinheiro p?blico derivado do Gabinete do Deputado Adalto, sendo esta uma pr?tica constante, envolvendo outros membros da Igreja Evang?lica Assembleia de Deus em Pernambuco", diz o texto da portaria.


A esposa do autor da den?ncia tamb?m teria passado tr?s anos vinculada ao gabinete de Aim?e na C?mara Municipal do Recife recebendo dinheiro sem exercer qualquer atividade e tendo ido apenas assinar a posse. De acordo com ele, a esposa recebeu, entre 2013 e 2016, remunera??o mensal de aproximadamente R$ 7 mil, mas ficava com R$ 500 e devolvia o restante.


Ainda segundo o denunciante, de 2017 a 2018, a esposa dele passou a ser vinculada ao gabinete do deputado, com remunera??o bruta de R$ 13.615,37. Tamb?m na den?ncia, consta que R$ 500 eram repassados para ela a cada m?s, pois cart?o e senhas ficavam com o deputado, que repassava os valores ao pastor Ailton, respons?vel por administrar os gabinetes do parlamentar e da vereadora.


Diante da den?ncia, o MPPE solicitou as portarias de nomea??o e exonera??o e as fichas financeira e funcional dos servidores envolvidos e de outros que mantiveram v?nculo com a Alepe e com a C?mara Municipal do Recife.


Al?m disso, foram agendadas para outubro audi?ncias para ouvir os depoimentos dos dois servidores e dos investigados Jos? Adalto Santos, Ailton Jos? Alves e Aim?e da Silva Carvalho.


Investiga??o da PF


O MPPE encaminhou, ainda, uma c?pia da not?cia de fato ? Superintend?ncia da Pol?cia Federal (PF), que investiga o uso das depend?ncias da Igreja Assembleia de Deus em Pernambuco com fins de propaganda eleitoral de Jos? Adalto Santos quando era candidato ao cargo de deputado estadual.


O que diz o MPPE


Por meio de nota, o MPPE informa que a apura??o est? em fase inicial e que a promotora de Justi?a ?urea Rosane Vieira, respons?vel por apurar a den?ncia, n?o ir? se pronunciar. ?A promotoria acabou de instaurar o procedimento, sendo necess?rio reunir elementos comprobat?rios para formar qualquer tipo de opini?o acerca dos fatos?, diz.


FONTE: G1

Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.
TODOS OS COMENTÁRIOS (0)



Login pelo facebook
Postar
 
Curiosidades
Policia
Pernambuco
Fofoca
Política
Esportes
Brasil e Mundo
Tecnologia
 
Nova + © 2026
Desenvolvido por RODRIGOTI