
Ivan Luiz, 58, é o último paciente a receber alta na unidade - Foto: Andrea Rego Barros/PCR
Depois de quatro meses de funcionamento, o Hospital Provisório Recife 2 (HPR 2), instalado para o combate à Covid-19, encerrou as atividades. Localizado no bairro dos Coelhos, região Central do Recife, a unidade provisória foi o maior hospital entre os sete hospitais de campanha instalados na capital pernambucana para tratar pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 e deve ser desmobilizado nesta semana.
Até o momento, equipamentos médico-hospitalares foram retirados. Com a alta do último paciente, as estruturas das paredes, teto e pisos serão desmontadas. De acordo com a Prefeitura do Recife, a desativação da unidade temporária foi possível devido a uma queda nos indicadores da pandemia.
O último paciente a receber alta no hospital de campanha dos Coelhos foi o policial militar da reserva Ivan Luiz Monteiro, 58, que deixou a unidade depois de 12 dias de internação. “Nunca pensei que iria chegar e ter um tratamento cinco estrelas aqui. Estou agradecendo sem demagogia a todos. Eu estou muito grato”, afirmou Luiz, que apresentou sintomas da Covid-19, foi diagnosticado com a doença e chegou a ser internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
O HPR 2 tinha um total de 8 mil metros quadrados e foi construído em galpões abandonados no Largo dos Coelhos. A unidade chegou a ter 350 leitos ativos, sendo 250 de enfermaria e 100 de UTI. Segundo a prefeitura, mais de 1.600 pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de Covid-19 se trataram no hospital, administrado pela Fundação Martiniano Fernandes, ligada ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip)
A unidade deixou de receber pacientes desde o último dia 12, quando o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), anunciou que o hospital passaria por uma desmobilização gradativa. Em julho, a Prefeitura desmobilizou 90 leitos de uma das enfermarias do HPR 2. Nas últimas semanas, foram desativados os 260 leitos restantes. De acordo com a prefeitura, parte dos equipamentos retirados da unidade, como camas, respiradores, concentradores de oxigênio, desfibriladores cardíacos, monitores de sinais vitais e outros equipamentos médico-hospitalares, serão levados para outras unidades de saúde municipais.
Parte dos materiais será guardada em galpões para caso a curva epidêmica volte a subir e a Prefeitura do Recife identifique a necessidade de voltar a abrir mais leitos municipais.
Com o fechamento do HPR2, a prefeitura desativou um total de 560 leitos, sendo100 deles de UTI. Agora, a Prefeitura do Recife dispõe de 464 leitos em funcionamento, sendo 242 de UTI e 222 de enfermaria. Ao todo, a prefeitura afirma que cerca de mil leitos foram instalados em sete hospitais de campanha. Além das enfermarias fechadas no HPR 2, foram desativados leitos nos hospitais construídos nas áreas externas do Hospital da Mulher do Recife (HMR - Curado) e das Policlínicas Barros Lima (Casa Amarela), Amaury Coutinho (Campina do Barreto) e Arnaldo Marques (Ibura). No HMR e nas policlínicas, foram removidas as estruturas provisórias erguidas nas áreas externas das unidades, mas todas permanecem com leitos de covid-19 nas áreas internas.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR