
Foto: Arquivo pessoal
De acordo com o IBGE, o nome Mateus se popularizou principalmente nos anos 2000, quando mais de 330 mil pessoas estavam registradas desta forma. No último censo, realizado em 2010, pelo menos 588.819 pessoas se chamavam assim. Mateus pode ser um nome comum, mas o nascimento de Mateus Lopes, que aconteceu nesta sexta-feira, não foi nada corriqueiro. O bebê veio ao mundo em um acostamento, dentro do carro da família, por meio de um parto realizado pelo seu próprio pai, o bombeiro Edson Lopes.
"Escolhi Mateus porque é um nome simples, um nome bíblico", diz Edson, que serve no Grupamento em Serra Talhada. O bombeiro precisou parar o veículo no acostamento de uma via em Camaragibe para auxiliar a sua esposa em trabalho de parto. A família já estava a caminho da maternidade, mas o bebê não esperou e às 17h22 nasceu no banco traseiro do veículo. "Mais na frente pretendo contar essa história para o meu filho. Vou dizer que ele era muito esperado, mas não imaginava que seria com tanta emoção."
De acordo com Edson, tudo aconteceu de forma muito rápida. "Da hora em que minha mulher afirmou que não daria mais tempo até meu filho nascer passaram 4 minutos. Eu pedi para que ela afastasse as pernas e Mateus já estava coroando", relembra. "Eu digo que apenas ajudei, ela que é a guerreira, não deve ser nada fácil ter um filho nessas condições."
Como bombeiro, Edson já recebeu treinamentos para situações parecidas, mas nunca imaginou que aconteceria em sua própria família. "A gente recebe instruções sobre como lidar com parturientes, mas nada se compara a prática. Têm bombeiros que passam 30 anos sem ter essa oportunidade. A minha alegria foi em dobro, primeiro por ajudar em um parto, segundo por ter sido do meu próprio filho."
Mamãe e bebê passam bem na maternidade da Unimed, localizada próxima a praça Chora Menino, no Paissandu. Edson também é pai de uma menina de um ano, Isabela. "Minha filha também veio antes do que imaginávamos. Isabela nasceu no dia em que a mãe ligou para o hospital e marcou a cesárea, que seria realizada apenas no final do mês."
É um dia para nunca mais esquecer. "Eu estava tão apressado para chegar ao hospital que uma viatura começou a me seguir, quando percebeu a situação em que estava, passou a me escoltar", disse Edson. "Com certeza meu filho saberá de tudo isso. E ainda vou dizer que foi o seu pai a primeira pessoa que o segurou nos braços."
FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR